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Leonel Ximenes

Três disputam cidade do R$ 1 bilhão em caixa e dos escândalos no ES

Presidente Kennedy, com orçamento anual de cerca de R$ 400 milhões por causa do petróleo, tem sofrido com a corrupção nos últimos anos

Publicado em 17 de Setembro de 2020 às 13:10

Públicado em 

17 set 2020 às 13:10
Leonel Ximenes

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Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

O painel com ataques a políticos foi retirado em Presidente Kennedy por determinação da Justiça
Painel com ataques a políticos foi retirado em Presidente Kennedy, no começo de agosto, por determinação da Justiça Crédito: Foto do leitor
Presidente Kennedy, no litoral Sul do Espírito Santo, tem sido fruto da cobiça política e de atividades pouco republicanas nas últimas duas décadas, sendo, por isso, alvo de muitas ações do Ministério Público Estadual e Federal, da Justiça e das Polícias Civil e Federal para coibir a corrupção. O dinheiro sobra no caixa da prefeitura.
Com população pequena, pouco mais de 11 mil habitantes, o município é beneficiário de uma alta participação em royalties oriundos da atividade petroleira, e tem um orçamento anual de R$ 400 milhões para ser gerido pelo prefeito e com mais de R$ 1 bilhão em caixa.
É o maior PIB per capita do Estado e o 4º do Brasil, atrás apenas de Paulínia (SP), Triunfo (RS) e Louveira (SP), segundo dados de 2019 do IBGE.
Três candidaturas estão postas para ocupar a chefia do Executivo a partir de 1º de janeiro de 2021, com candidatos a prefeito e vice-prefeito: Dorlei Fontão-Aluízio Correa, na coligação PSD-Podemos; Reginaldo Quinta-Geovana Quinta, na aliança DEM-Republicanos; e a chapa-puro sangue do PDT formada por Rubem Moreira e Eduardo da Farmácia, mas também com o PP na coligação.
São nove vagas em disputa para a Câmara de Kennedy, que tem população estimada pelo IBGE em 11.658 habitantes, mas com 12.040 eleitores, segundo listagem do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES).
O DEM lançou chapa com 14 nomes e o PSD com 16. O PDT e o PP estão relacionando os seus ainda, assim como o PRB, denominado Republicanos.
Uma curiosidade: os nove vereadores atuais estão todos em partidos diferentes – PSDB, PR, PPS, PP, PTN, PTC, PRP, PTN e PV. Destes, apenas o PP já anunciou que acompanha a candidatura majoritária do PDT. Os demais vão compor até o dia 26, escolhendo uma das três candidaturas postas: Dorlei (PSD), Reginaldo Quinta (DEM) ou Rubens Moreira (PDT).
Vice-prefeito eleito em 2016 e prefeito no exercício do mandato desde maio de 2019, quando a titular Amanda Quinta (sem partido) foi afastada pela Justiça, Dorlei Fontão (PSD), o Dorlei da Saúde, teve seu nome homologado como candidato à reeleição, em convenção realizada na noite desta quarta-feira (16).
A mesma convenção formalizou a aliança com o Podemos, partido do deputado estadual Marcelo Santos, para que o ex-prefeito Aluízio Correa seja o candidato a vice na chapa. Por enquanto, a coligação reúne PSD e Podemos, mas poderá ser reforçada, até o dia 26, último prazo para registro de candidaturas, pela adesão do PSB do governador Renato Casagrande.
A composição com Aluízio Correa, que era pré-candidato a prefeito, foi anunciada na semana passada e homologada na convenção conjunta de PSD e Podemos.
O ex-prefeito Reginaldo Quinta, mesmo com processo com trânsito em julgado e sentença de inelegibilidade por três anos em execução, no caso conhecido como “Operação Moeda de Troca”, resolveu desafiar a Justiça Eleitoral e lançar seu nome para a eleição pelo DEM, do deputado Theodorico Ferraço, tendo como vice sua sobrinha Geovana Quinta, do Republicanos, partido liderado no Estado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso. Geovana chegou a ser presa na Operação Lee Oswald.
Quando foi preso e cassado na Operação Lee Oswald, Reginaldo usou a mesma estratégia de lançar como sucessora também uma sobrinha, Amanda Quinta, que se elegeu em 2012 pelo PSDB e se reelegeu em 2016.
Já no primeiro mandato, Amanda anunciou rompimento com o tio. No ano passado, foi afastada pela Justiça devido a flagrante policial acusada de ter recebido dinheiro de propina da empresa que prestava serviços de limpeza pública no município.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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