Segundo o
Ministério da Justiça, foram registradas 1.470 ocorrências do gênero no Espírito Santo, em 2021. Agosto foi o mês com mais crimes, com 139 casos.
Em 2022, o ministério compila as ocorrências do primeiro bimestre, que somam 234 crimes, ou seja, mantendo a média de um crime a cada seis horas, assim como em todo o ano passado.
Procurado pela coluna, o presidente da Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente e de Política Sobre Drogas da
Assembleia Legislativa, deputado Delegado Danilo Bahiense, aponta que o número pode ser ainda maior.
“Lamentavelmente, por ser um crime que dilacera a pessoa fisicamente e psicologicamente, muitas das vítimas acabam não denunciando por vergonha ou por medo do seu agressor. É muito triste ainda verificarmos que muitas das pessoas que sofrem com isso são crianças e adolescentes, que acabam sendo atacadas por quem deveriam protegê-las: seus responsáveis”, aponta o parlamentar.
O Disque 100 relata que o
Espírito Santo, de janeiro até o último dia 20 de junho, somou 230 denúncias de violência sexual (incluindo as violências física e psíquica), com 366 violações relatadas. Uma denúncia pode conter mais de uma violação por caso.