Região metropolitana é sinônimo de violência, isso não é novidade para ninguém. Mas uma cidade da Grande Vitória pode se orgulhar de estar passando por uma fase de paz, pelo menos em relação aos homicídios. Em
Viana, o menor dos cinco grandes municípios da região, o último assassinato ocorreu há dois meses e meio.
A cidade passou os meses de abril e maio sem registro de homicídios dolosos. O último ocorreu no dia 18 de março, cuja vítima foi um homem.
Essa bem-vinda trégua resultou numa expressiva queda nos indicadores, da ordem de 55%, na comparação entre janeiro e maio de 2021 ante o mesmo período do ano passado. Neste ano, aconteceram cinco casos, enquanto no período anterior foram 11.
No ano passado, a Guarda Municipal de Viana, criada em 2018, começou a entrar em operação. A corporação chegou a receber formação específica da Guarda de Vitória.
O prefeito de Viana, Wanderson Bueno (Podemos), afirma que a redução do índice de criminalidade no município é resultado do trabalho realizado entre a prefeitura e as forças de segurança pública. “Retomamos as reuniões do Gabinete de Gestão Integrada Municipal, com representantes das forças policiais do Estado e do governo Federal. A criação da Guarda Municipal, que completa um ano este mês, reforçou as operações que são feitas diariamente em todos os bairros do município de forma integrada com as polícias".
Além das medidas na área da segurança pública, o prefeito destaca outras ações de prevenção contra a violência: "Na questão da prevenção primária, o município está atuando fortemente na melhoria da iluminação pública, das vias de acesso aos bairros, espaços públicos, e na geração de emprego e renda com o programa Gerar”, enumera.
As boas notícias sobre segurança pública não se limitam a Viana. O Estado, nos primeiros cinco meses do ano, registrou uma redução de
homicídios dolosos de mulheres. No ano passado, até maio, estavam acumulados 43 casos; já em 2021, são 38. Uma queda de 13,15%
Mas nem tudo são flores. Há más notícias também, e vindas do Caparaó, uma das regiões mais bucólicas do Estado. Com uma população de menos de 9 mil habitantes (menor que a de muitos bairros no Estado),
Ibitirama já contabilizou seis homicídios dolosos de janeiro a maio. Aracruz, por exemplo, que tem 103 mil moradores, apresentou cinco assassinatos. O que será que está acontecendo, afinal?