Quem passou pela praça de pedágio de Pedro Canário, na
BR 101 Norte, na noite de sábado (2), teve uma surpresa: um tamanduá-mirim resolveu fazer uma visita inesperada ao local. O animal, aparentemente saudável, foi avistado nas proximidades da rodovia e rapidamente recebeu a atenção da equipe da Ecovias 101.
Treinados para lidar com situações envolvendo a fauna silvestre, os funcionários da concessionária agiram com cuidado e eficiência. Seguindo os protocolos de afugentamento seguro, conduziram o tamanduá até um ponto protegido, garantindo sua travessia tranquila de volta à mata.
O trânsito na rodovia, na região do pedágio de
Pedro Canário, não chegou a ser alterado com a operação de proteção ao animal.
O Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) mede entre 87 e 110 cm e pode pesar até 7 kg. Apresenta coloração predominantemente amarelada, com duas manchas pretas que se estendem dos ombros até a região posterior do corpo. A cabeça tem um focinho alongado e uma língua longa e protrátil.
O animal, também conhecido por tamanduá-colete, tem quatro dedos nos membros anteriores, com garras longas em três destes, e cinco dedos nos posteriores, com garras curtas em cada. Assim como todos os tamanduás, não possui dentes.
Além do Brasil, é encontrado também na Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina. Seu habitat é a Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Caatinga e savanas, como o Cerrado.
Insetívoro, gosta de comer cupins, formigas, abelhas e mel, sendo que sua gestação é de 160 dias, nascendo um filhote. O tamanduá-mirim é uma das três espécies da família que predomina no Brasil, sendo as outras duas o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e o tamanduaí (Cyclopes didactylus).