O processo de vacinação contra a Covid-19 no Espírito Santo já está auxiliando na redução de mortes pela doença provocada pelo vírus, de acordo com análises feitas pelo Núcleo Interinstitucionais de Estudos Epidemiológicos (NIEE), que é coordenado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).
Segundo a observação, considerando o período pré-imunização e o pós, houve uma queda acentuada dos óbitos de indivíduos da faixa etária dos 80 anos em diante.
O gráfico estudado pelo NIEE, núcleo que reúne também pesquisadores da Ufes, Sesa, Corpo de Bombeiros e outras instituições, estabelece como marco de parâmetro o antes e o depois de 1º março. Antes de março, as mortes da população com 80 a 90 anos representavam 21,89% dos óbitos. Após março, passou para 13,89%, havendo uma queda de aproximadamente oito pontos percentuais (pp.) do que essa faixa de público representava.
Já na população de 90 a 100 anos, o indicador antes de março era de 7,76% dos óbitos. Após o início e efeitos da imunização, caiu para 3,55%. Uma retração de quatro pontos percentuais nas vidas perdidas pela Covid.
O diretor de Integração e Projetos Especiais do Instituto Jones dos Santos Neves e articulista de A Gazeta,
Pablo Lira, explica uma das correlações para essa diminuição significativa: “Quanto maior a idade da faixa etária, maior a redução. Nesse caso, há uma relação dos grupos vacinados com as faixas etárias onde houve a redução, e do tamanho da redução com o tempo desde o início da vacinação no respectivo grupo”.
No público de 80 anos ou mais, foram aplicadas 81.632 primeiras doses. Já na segunda, foram 71.896. Considerando a primeira etapa da imunização, isso significa que, na teoria, 88% desses idosos retornaram para completar a vacinação.