A pouco mais de oito meses do fim do seu mandato, o vereador Júnior Corrêa, de Cachoeiro de Itapemirim, anunciou que está deixando o PL, o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, para ingressar no Novo.
Indagado pela coluna se a nova filiação partidária significa a desistência de ser sacerdote e que ele vai disputar a reeleição ou se candidatar a prefeito de Cachoeiro, Corrêa negou a mudança de rumo.
“Nada disso. Só fui ajudar o partido [o Novo] na montagem da chapa de vereador”, alegou.
A coluna insistiu e indagou se a decisão dele de deixar a política ao final do seu mandato está mantida e se continua de pé sua decisão de ser padre. O vereador foi lacônico: “Sim para todas as perguntas”.
Por fim, indagado sobre o motivo de ter trocado o PL pelo Novo e por que fez essa mudança a poucos meses do fim do seu mandato e da sua carreira política, o parlamentar disse. "Para ajudá-los a montar a chapa de vereador. Minha vinda [para o Novo] pode ajudar a dar legitimidade e 'moral' à chapa. Eu fiz isso para deixar um legado", respondeu.
Nos bastidores da política cachoeirense, se comenta que o parlamentar bolsonarista estava insatisfeito com a condução política do PL no Espírito Santo, partido presidido pelo senador Magno Malta.
A mudança partidária na reta final do seu mandato não é a única surpresa vinda recentemente do parlamentar cachoeirense.
Depois de ter anunciado, em fevereiro, que tinha desistido da vida pública para ser padre, Corrêa afirmou que pretendia se licenciar da sua função de vereador. Entretanto, dias depois, “descobriu” no Regimento Interno da Câmara de Cachoeiro que havia um dispositivo que o impedia de se afastar temporariamente, restando apenas a opção da renúncia. Ato contínuo, Júnior Corrêa renunciou à renúncia.