Por 16 votos a um, a
Câmara de Cariacica rejeitou, na última segunda-feira (10), a proposta de moção de aplauso e congratulações a Célia Tavares, ex-candidata do PT a prefeita, que seria homenageada em sessão solene pelo Dia Internacional da Mulher.
A homenagem foi proposta pela vereadora Açucena, única mulher e única petista da Casa. Dos 19 parlamentares da Câmara de Cariacica, 18 são homens, mas dois estavam ausentes da sessão.
A iniciativa pela rejeição partiu do vereador Cabo Fonseca (Republicanos), que subiu à tribuna da Casa, pediu destaque e propôs o veto da moção à petista.
Logo após, Açucena foi à tribuna, defendeu a homenagem a Célia e protestou contra Fonseca: “Essa sessão solene foi proposta por mim, de acordo com o regimento interno. E me assusta que em pleno 8 de Março, mês da luta das mulheres, o senhor vem aqui à tribuna pedir para retirar o nome de uma mulher que mora em
Cariacica e foi secretária de Educação. Independentemente da sua ideologia, ela é moradora de Cariacica”.
Mas o argumento de Açucena não sensibilizou o vereador Sérgio Camilo (União Brasil), que em seguida, em um discurso virulento, apoiou a proposta de Fonseca, afirmando que Célia não é moradora de Cariacica e, por isso, não seria merecedora da homenagem. “Ela mora em Fundão e só vem aqui arrastar voto”, discursou.
Camilo também lembrou a morte de duas crianças vítimas do desabamento de uma escola municipal, em dezembro de 2010, quando Célia era secretária de Educação do prefeito Helder Salomão.
A sessão solene em homenagem às mulheres foi realizada nesta terça-feira (11), com a presença de Célia Tavares, que não recebeu a honraria, mas compôs a mesa da solenidade proposta pela vereadora Açucena.
Nas redes sociais, a ex-candidata do PT à Prefeitura de Cariacica protestou: “A Câmara de Vereadores de Cariacica cometeu violência política de gênero contra a minha pessoa ao rejeitar a indicação da vereadora Açucena, do PT, para que Célia Tavares fosse uma das homenageadas no
Dia Internacional da Mulher”, escreveu Célia.