Em sessão extraordinária, na noite de sexta-feira (21), a Câmara de Iconha revogou a lei que concedia aos nove vereadores da cidade um tíquete-alimentação mensal de R$ 450 e um auxílio-feira de R$ 50 também a cada 30 dias.
Conforme a coluna publicou, as duas mordomias haviam sido aprovadas no dia 25 de fevereiro por seis votos a dois (o presidente não votou, mas apoiou publicamente o recurso extra).
A proposta da revogação do projeto, agora aprovada por unanimidade, foi iniciativa dos vereadores Alessandro Gomes de Melo (PMN) e Alessandra Lourencini (União), os mesmos que votaram contra os benefícios em fevereiro.
“Este é um projeto que não é meu nem da vereadora Alessandra, é um projeto da população de Iconha”, discursou o vereador Alessandro antes da votação da matéria pela revogação na última sexta-feira.
“Foi um voto errado”, observa a vereadora Alessandra, referindo-se à votação de fevereiro. “É um ato nobre, um ato reflexivo. Estamos refletindo sobre algo que deu uma repercussão muito negativa”, acrescentou, agora sobre a votação pela revogação do auxílio.
Com a aprovação do projeto em fevereiro, patrocinado pela mesa diretora na época, os parlamentares de Iconha passariam a receber, mensalmente, um auxílio de alimentação no valor de R$ 450 e, como se não bastasse, teriam direito também a um tíquete-feira de R$ 50, totalizando R$ 500 em benefícios extras, além do salário de 6.643,38.
Em fevereiro, votaram a favor das mordomias os vereadores Dercelino Mongin (PP), Marcelo Zucatelli (MDB), Carmelita Lapa (PP), João Morello (Podemos), Fabio Dalbom (PSB) e Denivan Coutinho (Republicanos).
O presidente da Casa, Moisés Marchiori (Republicanos), embora não tenha votado por imposição do Regimento Interno da Câmara, foi um dos signatários dos projetos.
A Câmara de Iconha tem duas sessões por mês, mas em janeiro é o período de férias e em dezembro os vereadores se reúnem apenas uma vez.
Lembrando que em janeiro de 2020, Iconha sofreu a maior enchente da sua história, destruindo casas, estabelecimentos comerciais e sonhos. Cinco pessoas morreram.