Conhecido também por Anatalício do
Café, de 49 anos, o capixaba que faturou três prêmios na 14ª edição da InnovaCities - Feira Internacional de Cidades Inteligentes, Alegres, Humanas e Resilientes, em Foz do Iguaçu (PR), está na fase final do seu projeto de criação de uma máquina portátil de colheita de café conilon, variedade da qual o Espírito Santo é o maior produtor brasileiro.
O equipamento já foi submetido ao Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) – campus Cachoeiro de Itapemirim, tendo recebido aprimoramento técnico e apoio da incubadora de empresas da instituição.
“Estou chamando esta máquina de Peneira Própria para Conilon”, explica Anatalício, orgulhoso de mais um evento simples, mas eficiente. “Esta máquina tem uma alça de encaixe que não deixa o café conilon cair no chão, o que poupa as pernas e a coluna do cafeicultor, que não vai precisar apanhar o café que cai no chão”, explica.
Anatalício conta que trabalha neste projeto há dois anos e que ele já está bem adiantado. “Com este equipamento, o cafeicultor vai trabalhar de forma mais tranquila porque o peso estará mais na peneira e menos na coluna”, destaca.
Ele diz que já recebeu 50 contatos de pessoas interessados na engenhoca, mas ainda está avaliando propostas. “Ainda não estou ganhando dinheiro com o equipamento, mas estou estudando propostas de empresas que querem fabricar o peneirador portátil. Está em estudo a fabricação aqui mesmo no Brasil ou na China, onde poderia ser fabricada com baixo custo e depois ser comercializada aqui”, revela.
Em relação ao preço do equipamento, que é movido a gasolina, Anatalício diz que isto não está definido e que foi orientado por especialistas a não comentar esse assunto, por enquanto.
Inquieto, Anatalício Silva está criando também um tipo de anel para facilitar a derriçagem (forma de colheita em que os grãos são retirados todos juntos) do café. “O objetivo é não machucar a mão do agricultor, proporcionando alto rendimento na colheita”, diz o agricultor que já conseguiu colher 42 sacos de café em apenas um dia.
Anatalício não para. E o agricultor, o Espírito Santo e o mundo agradecem.