O município de
Vila Velha termina o primeiro trimestre superando a marca de 50 homicídios. De janeiro a março deste ano, foram 52 ocorrências registradas. Na cidade canela-verde, foram 22 casos em janeiro, 19 em fevereiro e 11 em março. Assim, os casos aumentaram em mais de 100% na comparação entre os primeiros trimestres de 2021 e de 2022 (de 25 para 52).
Na comparação entre fevereiro e março deste ano, houve aumento dos homicídios no Espírito Santo, indo de 69 para 81 registros. Acréscimo de 17,39%. Entretanto, quando comparados os meses de março de 2021 e de 2022, a queda foi de 16,5% (foram 97 assassinatos no terceiro mês do ano passado).
E no cenário global, o Estado tem uma queda dos homicídios, sendo uma boa notícia para o fim da gestão do coronel Alexandre Ramalho à frente da
Sesp. No ano passado, o Estado havia registrado 289 casos. Já em 2022, a conta fica em 245. Retração de 15,23%.
Com queda de 36,84% do número de homicídios em relação ao primeiro trimestre de 2021,
Vitória alcançou o menor índice deste tipo de crime desde 1996, ano em que os dados começaram a ser coletados. Foram 12 registros, em 2022, contra 19, no ano passado.
A queda, contudo, na região metropolitana não acompanha a velocidade verificada na Capital. Foram 131 casos em 2022, contra 134 do ano passado – uma queda de 2,23%.
Já a região Norte tem queda de 13,2% (59 casos contra 68, do ano passado); a Sul, 44,4% (15 contra 27 de 2021); a Noroeste, 39,5% (26 contra 43 do ano passado); e a Serrana, 22,2% (14 contra 18).
Cidades que têm importância nas suas regiões apresentam escaladas nos homicídios. Colatina já tem sete casos, ante quatro do mesmo período de 2021. Aracruz, por sua vez, tem seis contra um. E Iúna tem cinco contra um. Sem contar a situação macabra de
Vila Valério, que já acumula nove ocorrências – quando no ano passado só tinha um assassinato.
Quinta-feira lidera os dias de assassinatos, com 41 registros, seguido por sábado e domingo, ambos com 39 casos.