O promotor de Justiça Marcelo Zenkner pediu demissão nesta quinta-feira (31) do Ministério Público Estadual, onde estava há 22 anos, para atuar na iniciativa privada. A partir de desta sexta (1º) ele passa a integrar o Comitê de Medidas Disciplinares da Petrobras, órgão que será instalado nesta sexta-feira e que terá como missão prevenir práticas de corrupção na gigante do petróleo.
Zenkner deixa o MPES após desentendimentos com o comando da instituição. Em 2017 foi impedido de se licenciar da 26ª Promotoria Cível de Vitória para atuar, por um ano, na vice-presidência de Integridade do Banco Mundial em Washington (EUA). Após esse episódio, ele pediu remoção para a 8ª Vara de Órfãos e Sucessões de Vitória, onde não exerceu sua especialidade, que é o combate à corrupção. De janeiro de 2015 a abril de 2016, ele foi secretário de Controle e Transparência no governo Paulo Hartung.
Na Petrobras, Zenkner vai atuar com mais dois membros (apenas um deles é funcionário da petrolífera) no Comitê de Medidas Disciplinares de Petrobras, que é ligado diretamente ao Conselho de Administração da estatal. O mandato é de três anos, com estabilidade, renovável por igual período desde que haja acordo entre os integrantes do órgão e o Conselho.
Pelo contrato, Zenkner é obrigado a ir pessoalmente à sede da Petrobras, no Rio, em apenas dois dias da semana - terças e quartas-feiras. Nos demais dias, ele pode trabalhar na iniciativa privada, inclusive como professor e advogado - neste caso, desde que as causas não entrem em conflito com a Petrobras.