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Eleições 2024

A corrida pela Prefeitura de Vitória com três pré-candidatos a menos

Sergio Majeski (PDT), Fabrício Gandini (PSD) e Tyago Hoffmann (PSB) estão fora do páreo. Veja como isso impacta o cenário eleitoral

Publicado em 07 de Junho de 2024 às 08:47

Públicado em 

07 jun 2024 às 08:47
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Sergio Majeski, Fabrício Gandini e Tyago Hoffmann
Sergio Majeski, Fabrício Gandini e Tyago Hoffmann Crédito: Lucas S. Costa e Ana Salles/Ales
Os deputados estaduais Tyago Hoffmann (PSB) e Fabrício Gandini (PSD) desistiram de disputar a Prefeitura de Vitória nas eleições de outubro, assim como o ex-deputado Sergio Majeski (PDT). Todos esses são nomes de centro ou centro-esquerda. A saída deles do páreo ajuda na concentração de esforços e votos em torno de apenas um pré-candidato desse campo.
Hoje, quem se beneficia com isso é o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). Ele já conta com o apoio de seis partidos: PSDB e Cidadania, que formam uma federação; MDB, União Brasil, PSD e PSB. Deve ficar com a maior fatia do horário eleitoral gratuito na campanha.
É uma frente governista, afinal, é integrada até pela legenda do próprio governador Renato Casagrande (PSB). A coalizão partidária já estava formada antes mesmo da definição do nome, o que se consolidou após as desistências de Hoffmann e Gandini. Majeski corria por fora e o PDT estava isolado. 
Mas a estratégia é uma faca de dois gumes. Com menos opções nas urnas, reduz-se a chance de segundo turno, o que favorece o atual prefeito, Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Além dele e de Luiz Paulo, seguem na corrida os deputados estaduais João Coser (PT), Capitão Assumção (PL) e Camila Valadão (PSOL) e a vice-prefeita Capitã Estéfane (Podemos).
O Podemos trata Estéfane como pré-candidata "para valer", mas o partido ainda não tem alianças para a disputa na Capital e, assim como o grupo das seis siglas que apoiam o concorrente tucano, faz parte da base aliada ao Palácio Anchieta.
É preciso aguardar, portanto, para ver se a vice-prefeita, que é rompida politicamente com Pazolini, vai ser mesmo candidata ao comando do Executivo municipal.
Enquanto as pré-candidaturas de centro se afunilam, há quem aposte, como o senador Magno Malta (PL), que, no final das contas, o que vai marcar a eleição na capital capixaba vai ser a polarização política nacional.
O protagonismo, assim, ficaria com João Coser, do PT de Lula, e Assumção, do PL de Bolsonaro, passando por Pazolini, do autointitulado conservador Republicanos.
Mas como chegamos ao atual cenário? Por que três pré-candidatos desistiram?
Tyago Hoffmann foi a primeira baixa anunciada, no dia 8 de maio. Quando a pré-candidatura dele foi lançada, no final do ano passado, tratou-se de uma espécie de deste. Se o deputado conseguisse emplacar como uma novidade entre os eleitores da cidade, ganhando intenções de voto, seria mantido na corrida.
Algo desafiador. Hoffmann é de Guarapari, está há anos em Vitória, mas, na eleição de 2022, os votos que recebeu foram pulverizados, em vários municípios. O PSB, e o próprio Casagrande, preferiam que o deputado atuasse nas articulações do pleito de 2024. E assim foi feito.
Antes mesmo da saída de Hoffmann, especulava-se que Gandini seria o próximo a deixar a disputa. A pré-campanha do parlamentar estava tímida e atores políticos da cidade contaram à coluna que ele não parecia animado para concorrer e teria planos, na verdade, para as eleições de 2026, quando vão estar em jogo os cargos de deputado estadual e federal.
Gandini e equipe rebateram, publicamente, as especulações. O então pré-candidato do PSD manteve-se no páreo até o último dia 4. Em texto destinado aos eleitores de Vitória, ele afirmou que "adiou o sonho" e vai ajudar, nos bastidores, a fortalecer o partido para o pleito de 2024. Em 2020, Gandini tentou a Prefeitura de Vitória e ficou em terceiro lugar. 
Menos de 24 horas depois, foi a vez de Majeski divulgar uma carta em que também se retirou da disputa. O ex-deputado criticou o PDT, alegou que a sigla não lhe garantiu "estrutura básica", que não poderia sustentar o projeto "por sua conta e risco" e não embarcaria em uma "aventura amadora".
O presidente municipal do PDT, Junior Fialho, em nota enviada à imprensa, rebateu o ex-deputado: "Sempre ficou claro, inclusive publicamente no ato de filiação de Majeski, que ocorreu na Câmara de Vitória no dia 06 de março deste ano, que 'a única pessoa que pode retirar a candidatura de Majeski é ele mesmo' e assim ele o fez".
"Cumprimos com os compromissos firmados e lamentamos que ele tenha declinado de sua pré-candidatura", asseverou Fialho.
 O PDT ainda vai decidir qual candidato apoiar para a Prefeitura de Vitória.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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