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Eleições 2022

A filiação de Bolsonaro ao PL e "aquele 1%"

Presidente está nos Emirados Árabes, Magno Malta também. Enquanto isso, questões nos estados, como em SP e no ES, congelam entrada no partido do Centrão

Publicado em 16 de Novembro de 2021 às 08:28

Públicado em 

16 nov 2021 às 08:28
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Jair Bolsonaro assiste a apresentação de jiu-jitsu nos Emirados Árabes
Jair Bolsonaro assiste a apresentação de jiu-jitsu nos Emirados Árabes Crédito: Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) avisou que a chance de se filiar ao PL de Valdemar Costa Neto era de 99%, mas, como diz a canção, "aquele 1%...". A ida para o partido do Centrão, agendada para o próximo dia 22, acabou adiada. 
O ex-senador não tem cargo, logo, nenhuma missão oficial a realizar, mas tem publicado vídeos no Facebook registrando as atividades de Bolsonaro por lá, como o "encontro com Sua Alteza Xeque Mohammed Bin Zayed Al Nahyan, príncipe Herdeiro de Abu Dhabi". 
Magno e Bolsonaro voltaram a ser unha e carne em pleno ano pré-eleitoral. O ex-parlamentar deve tentar voltar ao Senado por meio do pleito de 2022. 
Essa reaproximação independe de Bolsonaro se filiar ou não ao PL, uma vez que o ex-senador marca presença em agendas presidenciais – frise-se, sem ter nenhuma função a desempenhar – há meses, antes de as tratativas com o PL engrenarem.
Bolsonaro quer um partido que possa controlar, mas o Partido Liberal tem seus próprios caciques. Valdemar Costa Neto, condenado e preso no mensalão, não abriria mão de dar as cartas na legenda, em que também há questões regionais a serem equalizadas.
No Espírito Santo, por exemplo, o ex-deputado federal Carlos Manato (sem partido), outro bolsonarista, disse ter "total interesse" em ir para o PL. E a esposa dele, a deputada federal Soraya Manato (PSL), vai tentar a reeleição, podendo também migrar de legenda.
Manato, no entanto, é pré-candidato ao governo do estado. Uma chapa com um candidato ao Senado (Magno) e outro ao Palácio Anchieta filiados ao mesmo partido fica "pesada", sem ter um espaço mais nobre a ser oferecido a uma sigla aliada. Restaria a vaga de vice.
Isso sem contar o encaixe de Soraya na chapa proporcional, para a eleição de deputados federais, que envolve outra engenharia. Em 2022, não vai haver coligação partidária para as eleições de parlamentares.
Aliás, como lembrou o cientista político João Gualberto Vasconcellos em entrevista ao Papo de Colunista, reeleger Soraya é uma das prioridades do casal Manato.
"A Soraya ele (Magno Malta) foi categórico: não quer. Ele disse que já tem 11 candidatos, sete homens e quatro mulheres (para a disputa de deputado federal)", afirmou Carlos Manato à coluna. "Já quanto ao meu nome o Magno falou: 'já tem eu na majoritária, se você vier pra cá vai ter dois'. Eu falei que isso é contornável, que eu levaria o PTB comigo e teríamos dois partidos", complementou.
Oficialmente, a filiação de Bolsonaro ao PL foi brecada após "intensa troca de mensagens na madrugada" entre Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, registrou uma nota divulgada pelo PL.
Bolsonaro quer o filho Eduardo, deputado federal, hoje filiado ao PSL, no comando do PL em São Paulo, o que provocou palavras pouco amistosas na tal troca de mensagens. 
"O que pesou mais foi São Paulo. É um estado que tem 30 milhões de eleitores, qualquer candidato a presidente precisa ter um candidato a governador lá e o PL em São Paulo quer ir com o PSDB", contou Manato à coluna.
Há quem diga que outro fator que contribuiu para o adiamento da filiação foi a repercussão negativa. Afinal, o PL é um partido fisiológico, afeito a negociatas pouco republicanas, e um dos esteios do Centrão.
Embora, realmente, tudo isso tenha sido sublinhado, difícil crer que seria um entrave. As outras opções de partido para Bolsonaro são o PP e o Republicanos, ambos do Centrão que, aliás, integra o próprio governo. O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, é do PP. E o presidente ficaria à vontade. Foi, por anos, filiado ao PP, quando deputado federal.
"Eu espero em pouquíssimas semanas, duas, três, no máximo, casar ou desfazer o noivado (com o PL). Mas eu acho que tem tudo para a gente casar e ser feliz", afirmou o presidente, na segunda-feira (15), na saída da Expo 2020, em Dubai. 

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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