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Associação de classe

A nova eleição que pode (talvez) selar a paz no Ministério Público do ES

Após confusão e pleito anulado, promotores e procuradores de Justiça vão votar, de novo, na sexta-feira (28), para escolher comando da associação que representa a classe

Publicado em 25 de Abril de 2023 às 13:36

Públicado em 

25 abr 2023 às 13:36
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Sede da Associação Espírito-Santense do Ministério Público
Sede da Associação dos Membros do Ministério Público Crédito: Reprodução/Google Street View
No último dia 14, promotores e procuradores de Justiça do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) foram às urnas para escolher o comando da Associação Espírito-Santense do MP (AESMP), a entidade de classe que representa os membros da instituição, ativos e inativos.
Mas eles vão ter que realizar um novo pleito na próxima sexta-feira (28).
A coluna já havia analisado que, para além de uma eleição interna, as peças que se movimentavam no tabuleiro indicavam movimentos de olho em outra disputa, a que vai definir o próximo procurador ou procuradora-geral de Justiça.
Mas o dia 14 foi marcado ainda por outras emoções. Houve confusão e contestação na hora da apuração, que identificou resultados inconsistentes em relação aos votos efetuados via site e aplicativo.
O número de votos dados a cada uma das duas chapas era superior ao dos votos válidos computados pelo sistema, uma impossibilidade matemática. Era como se houvesse mais votos do que eleitores.
Como consequência, a apuração foi suspensa – faltava contabilizar os votos enviados por carta e os registrados em urna eletrônica – e a Comissão Eleitoral renunciou. 
Seguiram-se acusações e reclamações de parte a parte.
O procurador Emmanoel Arcanjo de Souza Gagno, candidato a presidente da AESMP pela chapa "Unidade, Ação e Equilíbrio", acusou a comissão de parcialidade. Os membros do grupo foram indicados pelo atual presidente da associação, o promotor Pedro Ivo de Sousa, que apoia a outra chapa, a "União e Independência", liderada pelo promotor Leonardo Augusto de Andrade Cezar dos Santos.
Foi devido à suspeição levantada por Gagno que o colegiado abdicou, provocando um vácuo decisório. Leonardo Cezar, por sua vez, acusou o adversário de machismo, porque a comissão era integrada, também, por mulheres (além de homens) que se sentiram ofendidas com a suspeita. 
PANE NO SISTEMA
Uma portaria assinada por Pedro Ivo no último dia 18 nomeou uma nova Comissão Eleitoral. O grupo decidiu anular todos os votos registrados no dia 14 – dados por meio de carta, urna eletrônica, site ou aplicativo – e realizar um novo pleito.
O sistema que causou a celeuma, contratado pela própria AESMP, não vai ser utilizado.
De acordo com Emmanoel Gagno, a nova comissão informou que a votação vai ocorrer por meio de um link fornecido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA). A urna eletrônica também não vai ser usada.
Serão admitidos, porém, votos por carta, que devem ser enviados até esta quarta (26) à AESMP, mas apurados somente na sexta. Quem votar por carta não vai ser cadastrado no sistema do TRE-PA, para não haver duplicidade.
"A comissão eleitoral está cuidando para que tudo corra bem. Acredito que vai ter um resultado (já na próxima sexta-feira). Eu me submeto ao voto dos colegas. O que eu resisti e arguiu (no pleito do dia 14) foi quanto à possibilidade de o sistema demonstrar resultado inconsistente, como ocorreu", afirmou o procurador de Justiça candidato.
ALGUÉM DESCONFIGUROU?
Quanto ao motivo de o sistema anterior ter apresentado um resultado inconsistente, segue o mistério. Emmanoel Gagno chegou a solicitar a realização de auditoria e perícia, mas a Comissão Eleitoral antiga renunciou antes de deliberar sobre isso.
E a nova comissão vai cuidar apenas de questões relativas à nova eleição.
A coluna não conseguiu contato, até a publicação deste texto, como Leonardo Cezar e com Pedro Ivo.
A expectativa é que ainda na próxima sexta-feira, dia 25, o novo presidente da Associação Espírito-Santense do Ministério Público seja conhecido: Emmanoel Gagno, que, nos bastidores, conta com a simpatia do grupo da procuradora-geral de Justiça Luciana Andrade, ou Leonardo Cezar, apoiado pelo grupo de Pedro Ivo.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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