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Eleições 2024

A pesquisa Quaest e a chance de a eleição em Vitória ser decidida no 1° turno

Lorenzo Pazolini (Republicanos) tem 51% das intenções de voto, mas, dentro da margem de erro, tem entre 48% e 54%. Veja as vantagens e as desvantagens dos candidatos reveladas pela pesquisa e confira a análise da coluna

Publicado em 28 de Agosto de 2024 às 19:24

Públicado em 

28 ago 2024 às 19:24
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Convenção do Partido Republicanos
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos) Crédito: Fernando Madeira
Pesquisa realizada pela Quaest a pedido da TV Gazeta e divulgada nesta quarta-feira (28) mostra que, se as eleições fossem hoje, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), seria reeleito no primeiro turno, com 51% dos votos.
Só que a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Isso quer dizer que Pazolini tem entre 48% e 54%. 
Para liquidar o pleito logo na primeira etapa ele precisa de 50% dos votos e de mais um eleitor.
O resultado não é ruim para Pazolini, muito pelo contrário. Até pouco tempo atrás, quase todos os atores políticos de Vitória previam uma eleição de dois turnos. Agora, há chances reais de o prefeito ser reeleito em 6 de outubro. 
Mas como ele passou "raspando" na pesquisa estimulada — quando uma lista com os nomes dos candidatos a prefeito é previamente apresentada aos entrevistados — temos que investigar como está a disputa na capital do Espírito Santo.
Para começar, o próprio recorte estimulado mostra que o prefeito está bem à frente do segundo colocado, o deputado estadual e ex-prefeito João Coser (PT), que tem 17% (com a margem de erro, entre 14% e 20%).
Ou seja, Pazolini tem 34 pontos percentuais de vantagem.
Os demais concorrentes ficam ainda mais atrás: Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) tem 8%, tecnicamente empatado com Camila Valadão (PSOL), que tem 7%. Assumção (PL) tem 2% e Du (Avante) não pontuou.
Se algum deles "roubar" 1% mais um voto do prefeito e se Pazolini estacionar, a disputa vai para segundo turno.
Mas pode ocorrer o contrário: Pazolini crescer e os outros minguarem.
Como não podemos adivinhar o futuro, vamos analisar os dados de hoje da Quaest para detectar os potenciais e os empecilhos dos candidatos.
Coser é o que tem a maior rejeição: 42% dos entrevistados disseram que o conhecem e não votam nele. 
É um percentual bem alto. O segundo mais rejeitado é Luiz Paulo, outro ex-prefeito: 35% o conhecem e não votam nele.
O petista e o tucano, portanto, devem esbarrar em um teto ao tentar aumentar as intenções de voto.
Pazolini é rejeitado por 21%. Não é algo proibitivo e nem que se diga "noooossa, como ele é rejeitado!". Como ele é o candidato a prefeito de Vitória mais conhecido dos eleitores, 21% é um percentual ok.
Assumção é um candidato de direita, alguns diriam de extrema direita, ao passo que Pazolini é de centro-direita. 
O eleitorado do prefeito, em tese, poderia sentir-se atraído pelo candidato do PL. Assumção, contudo, tem a terceira maior rejeição: 30%.
Por falar em Assumção, ele é do partido do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, enquanto Coser é do PT do presidente Lula.
Será que isso é uma vantagem ou uma desvantagem para eles?
De acordo com a Quaest, a maior fatia do eleitorado, 46%, gostaria que o prefeito de Vitória fosse independente em relação a Lula ou a Bolsonaro.
Outros 24% prefeririam que o prefeito fosse aliado de Lula e 25% gostariam que o chefe do Executivo municipal estivesse ao lado de Bolsonaro.
Esse resultado é bom, na verdade, para Pazolini.
Mas, como mostra a Quaest, a posição, ou o não posicionamento, de Pazolini agrada a 46% dos eleitores.
Os 25% que gostariam de ter um prefeito aliado ao ex-presidente da República não são um percentual pequeno. Embora Bolsonaro esteja fora do poder — aliás, está até inelegível — e não possa fazer nada por Vitória.
O problema é que, até agora, a maioria dos eleitores não relaciona Assumção a Bolsonaro: 41% não souberam dizer aos entrevistadores da Quaest quem Bolsonaro apoia para prefeito da Capital; outros 5% acham que o ex-presidente não apoia ninguém e 18% acreditam que o candidato de Bolsonaro é... Pazolini!
O percentual dos que acham que Assumção é o candidato de Bolsonaro em Vitória é de 29%.
A bem da verdade, apesar de o deputado estadual ser filiado ao PL, não apareceu nenhuma manifestação expressa de apoio do ex-presidente da República a ele.
Coser, por sua vez, é bastante relacionado a Lula: 68% entendem que o ex-prefeito é apoiado pelo presidente da República. 
Lula, até agora, não surgiu, nem mesmo em vídeo, pedindo que os eleitores escolham João Coser, mas o candidato do PT tem uma longa história no partido, recebeu a presidente nacional da sigla, Gleisi Hoffmann, em Vitória, em julho, e a percepção de 68% dos eleitores está correta.
Uma vantagem de Pazolini que precisa ser destacada é que a gestão dele é avaliada positivamente por 67% dos entrevistados e considerada regular por outros 20%.
Somente 9% avaliam a administração municipal de forma negativa.
Isso, creio, é um dos grandes trunfos do prefeito para ser reeleito, talvez, já em primeiro turno.
A gestão não é "odiada", o que o leva Pazolini a não ser muito rejeitado. 
E os adversários dele enfrentam obstáculos para crescer, como a rejeição. 
Coser ainda tem outro problema: o alinhamento com o PT é algo positivo para os eleitores que simpatizam com a sigla e com o presidente Lula, mas estes não são maioria na capital do Espírito Santo.
A Quaest mostra que o governo Lula é avaliado positivamente por apenas 30% dos eleitores da cidade. 

Pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral

A pesquisa Quaest sobre o cenário eleitoral em Vitória, contratada pela TV Gazeta, realizou 852 entrevistas domiciliares presenciais com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 25 e 27 de agosto.

A margem de erro máxima para o total da amostra é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número ES-08003/2024.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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