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Eleições 2024

A treta sobre a pré-candidatura do PT em Cariacica não chegou ao fim

Reunião entre presidentes estaduais de partidos que compõem a federação "Brasil da Esperança" não resolveu impasse na cidade com o PV

Publicado em 17 de Julho de 2024 às 16:00

Públicado em 

17 jul 2024 às 16:00
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Célia Tavares lançada  pré-candidata pelo PT a  Prefeitura de Cariac
Célia Tavares, pré-candidata do PT à Prefeitura de Cariacica Crédito: Ricardo Medeiros
O PT lançou e mantém a pré-candidatura da ex-secretária municipal de Educação Célia Tavares à Prefeitura de Cariacica. O partido, porém, integra uma federação com PV e PCdoB. Os dirigentes municipais dos dois partidos não assinaram o edital que enumera os pré-candidatos do grupo na cidade. E mais: a pré-candidatura a prefeito do ex-vereador Heliomar Costa Novais, pelo PV, está mantida.
No dia 26 de junho os presidentes estaduais de PT, PV e PCdoB se reuniram e selaram apoio a Célia Tavares, mas, em Cariacica, a história é outra. O presidente municipal do PT, Luiz Gaurink, o do PV, César Lucas, e o do PCdoB, Nelson Baby, encontraram-se na manhã desta quarta-feira (17), mas nada mudou.
Aliás, enquanto Gaurink, em entrevista à coluna, chamou a conversa de "reunião", para César Lucas, tudo não passou de "um café na padaria".
Apesar da manutenção da pré-candidatura de Heliomar, o PV de Cariacica, majoritariamente, defende a reeleição do prefeito Euclério Sampaio (MDB). Lançar Heliomar faz parte de uma estratégia para colocar empecilhos aos planos do PT.
A bem da verdade, ainda que Célia seja oficializada, ao fim e ao cabo, como o nome oficial da federação, boa parte dos candidatos a vereador filiados ao PV e ao PCdoB, na prática, devem pedir votos para Euclério. Isso vale, por exemplo, para o próprio César Lucas.
A Comissão Executiva Nacional da federação homologou diversas pré-candidaturas do PT no Espírito Santo: Roberto Carlos, na Serra; Carlos Casteglione, em Cachoeiro de Itapemirim; Babá, em Vila Velha, e João Coser, em Vitória. A de Célia segue pendente, devido ao imbróglio com os parceiros municipais.
Euclério já tem o apoio de 15 partidos na corrida pela reeleição. E poucos políticos locais se opõem a ele. As exceções são justamente Célia, que o enfrentou no segundo turno em 2020, e Ivan Bastos (PL).
O prazo para a realização de convenções —reuniões em que os partidos definem formalmente quais candidatos vão lançar e quais vão apoiar — começa no próximo sábado (20) e termina em 5 de agosto.
A federação, portanto, tem pouco tempo para resolver o impasse.
Gaurink espera que o diálogo impere e, em poucos dias, PV e PCdoB concordem em assinar o edital que registra Célia como pré-candidata.
Esses não é, porém, o sinal emitido pelo PV de Cariacica.
O LEGADO DO PT
A vitória de Euclério em 2024 é dada como certa por diversos atores políticos capixabas. Até antigos adversários consideram o prefeito "uma surpresa positiva".
Célia, entretanto, faz críticas á gestão municipal e, ao ser lançada pré-candidata pelo PT, em junho, fez questão de frisar que vai disputar "para valer e para ganhar".
Obviamente, quem decide isso não são as previsões de caciques políticos alinhados a Euclério e nem tampouco os concorrentes dele e sim os eleitores.
Para o PT, participar do pleito, independentemente do resultado, é uma forma de reforçar o capital político da ex-secretária de Educação, que não fez feio na disputa de 2020, e de defender o legado do ex-prefeito Helder Salomão.
Helder foi um gestor bem avaliado. É deputado federal pela segunda vez consecutiva e tem planos para a eleição de 2026. Pode ser, por exemplo, candidato ao Senado ou ao governo do Espírito Santo. Ele está no palanque de Célia em Cariacica.
A CHAPA E A INFIDELIDADE
Voltando a falar de 2024, a federação "Brasil da Esperança" em Cariacica vai lançar chapa completa de candidatos a vereador. São 20 nomes, sendo 9 do PT, 7 do PV e 4 do PCdoB.
"No PT, o nome da Célia é consenso", destacou o presidente municipal do partido. Mas o que acontece, se hipoteticamente, postulantes a vagas na Câmara Municipal pedirem votos para Euclério?
"Não é algo que possamos impor. Cabe ao PV e ao PCdoB avaliar se abrem ou não processo no conselho de ética do respectivo partido, por exemplo", respondeu Luiz Gaurink.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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