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Judiciário

Advogado do ES cotado para vaga de ministro do STJ

Cadeira é destinada a membro da OAB; outra vaga deve ser preenchida por um desembargador de Tribunal estadual

Publicado em 27 de Fevereiro de 2023 às 15:42

Públicado em 

27 fev 2023 às 15:42
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Superior Tribunal de Justiça (STJ)
Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O advogado capixaba Luiz Cláudio Silva Allemand é um dos mais lembrados entre os cotados para ocupar a vaga que surgiu com a aposentadoria do ministro Félix Fischer no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O jornal O Globo registrou que o nome dele foi citado por magistrados e advogados consultados.
A coluna confirmou que Allemand está na corrida pela cadeira, embora o muquiense não tenha concedido entrevista e tampouco admitido entrar na disputa.
Fischer se aposentou em agosto de 2022, mesmo mês em que o STJ enviou ofício à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) solicitando que a entidade encaminhe ao tribunal a lista sêxtupla dos advogados indicados.
A vaga deve ser preenchida pela advocacia, de acordo com o artigo 104 da Constituição Federal.
Dos 33 ministros, um terço é escolhido entre integrantes dos Tribunais Regionais Federais, um terço entre desembargadores dos Tribunais de Justiça dos estados e um terço, em partes iguais, alternadamente, entre advogados e membros do Ministério Público.
No caso da vaga da OAB, o Conselho Federal da entidade elege seis nomes entre os advogados que se inscreverem.
Apesar de Fischer ter se aposentado há seis meses, a Ordem ainda não publicou o edital que deflagra o processo, o que deve ocorrer até quinta-feira (1º).
Para concorrer, o advogado tem que ter mais de 35 anos de idade e mais de dez anos de exercício profissional, além de reputação ilibada.
Allemand foi conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2015 a 2017, indicado pelo Conselho Federal da OAB.
Tem 27 anos de carreira. De acordo com o perfil dele no Linkedin, formou-se em Direito na UVV em 1993 e é advogado tributarista.
Os seis mais votados pelo Conselho Federal vão formar a lista a ser enviada ao STJ.
Outros nomes fortes no páreo são os advogados Daniela Teixeira, do Distrito Federal, que, de acordo com o UOL, tem a simpatia da cúpula do PT, e Otávio Rodrigues Jr., de São Paulo, que foi indicado pela Câmara dos Deputados para compor o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
O Pleno do STJ, formado por todos os ministros em atividade, vai eleger três entre os que conseguirem um lugar na lista sêxtupla.
A lista tríplice, por sua vez, vai para as mãos do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem cabe escolher o novo ministro do STJ.
Em seguida, o escolhido é submetido a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e a aprovação pelo plenário da Casa.
DESEMBARGADOR DO TJES
Com a aposentadoria do ministro Jorge Mussi, em janeiro, outra vaga deve ser preenchida no Superior Tribunal de Justiça. Desta vez, a cadeira vai ficar com um desembargador de um Tribunal de Justiça estadual. 
Nesse caso, o processo de seleção começa no próprio STJ, que elege uma lista tríplice e a envia ao presidente da República. Este escolhe quem vai virar ministro, ou ministra. 
A nomeação somente ocorre após o nome ser aprovado pelo plenário do Senado.
Em 2013, o desembargador Samuel Meira Brasil Jr, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, inscreveu-se para a vaga que surgiu após a aposentadoria do ministro Massami Uyeda e figurou na lista tríplice. Aliás, foi o mais votado.
O então desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Paulo Dias Moura Ribeiro, entretanto, foi o escolhido pela presidente Dilma Rousseff (PT) e tornou-se ministro do STJ. 
Desta vez, nos bastidores, espera-se que Samuel Meira Brasil Jr. inscreva-se novamente. 
AS REGRAS DO JOGO
Como as etapas aqui descritas deixam evidente, o caminho para se tornar ministro ou ministra do STJ é cheio de meandros. Além de competência técnica, é preciso ter jogo de cintura com a cúpula do Judiciário, do governo federal e do Senado.
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), via de regra, são consultados e tentam influenciar.
O QUE FAZ O STJ
O STJ descreve-se como "responsável por uniformizar a interpretação da lei federal em todo o Brasil. É de sua responsabilidade a solução definitiva dos casos civis e criminais que não envolvam matéria constitucional nem a justiça especializada".
"Para buscar essa uniformização, o principal tipo de processo julgado pelo STJ é o recurso especial. Esses recursos servem fundamentalmente para que o tribunal resolva interpretações divergentes sobre um determinado dispositivo de lei."
Por exemplo: um tribunal em São Paulo chega a uma determinada interpretação de um artigo de uma lei, mas um tribunal de Minas Gerais chega à conclusão diferente ao ler o mesmo artigo.
Pode ser possível recorrer das decisões, para que o STJ defina qual é a mais adequada. Essa decisão do STJ passa então a orientar as demais Cortes.
TRF-2
No Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que abrange Rio de Janeiro e Espírito Santo, também há uma vaga a ser preenchida por um advogado, que pode ser de qualquer um dos estados.
Nunca um causídico capixaba foi escolhido como desembargador da Corte.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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