Sperandio alegou motivos pessoais para sair da corrida.
Alcântaro, nesta segunda-feira (29), por sua vez, afirmou o seguinte: "Não recebi autorização do Céu para entrar na disputa em cima da hora".
"Pesam ainda o planejamento, a família (....) Minha missão continua sendo defender Aracruz e região na Assembleia Legislativa e defender as crianças e os cristãos", complementou.
Além das questões, digamos, celestiais, há elementos terrenos, mais palpáveis, envolvidos no anúncio feito pelo parlamentar.
Em Aracruz, o favorito na disputa é o atual chefe do Executivo municipal, Doutor Coutinho (PP).
Ele conta até com o apoio do deputado federal Amaro Neto, do Republicanos, que estava no palanque do prefeito mesmo quando o correligionário Leandro Sperandio ainda era pré-candidato.
Pesquisas de intenção de voto que mostram a vantagem do candidato do PP em relação aos demais foram um dos fatores considerados, nos bastidores, como uma das razões para a desistência do delegado.
Além disso, como o próprio Alcântaro ressaltou, tornar-se candidato agora seria fazê-lo "em cima da hora".
O deputado estadual teria que enfrentar um adversário muito competitivo de forma praticamente improvisada.
A eleição vai ocorrer em pouco mais de dois meses.
Em 2020, Alcântaro Filho foi candidato a prefeito de Aracruz, e ficou em segundo lugar com um percentual de votos bem próximo do de Dr. Coutinho. Mas, agora, os tempos e as circunstâncias são outros.
O Republicanos vai lançar chapa de candidatos a vereador na cidade e, por enquanto, o partido não definiu se vai apoiar algum dos concorrentes à prefeitura.
Isso vai ficar a cargo dos candidatos a vereador e de Alcântaro.
O fato é que, após uma série de atribulações, a legenda não vai ter candidato a prefeito justamente em Aracruz, a cidade do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso.
Além de Dr. Coutinho, os nomes na corrida são: Marcelo Souza (PL), Gúbio Heringer (PMB) e Tico Selvati (PRTB).