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Eleições 2022

Alckmin com Lula = Contarato mais longe do Palácio Anchieta

Não é impossível que o senador petista dispute o governo do ES, mas a proximidade entre o ex-tucano, que deve se filiar ao PSB, e o PT torna o caminho mais tortuoso

Publicado em 09 de Março de 2022 às 02:10

Públicado em 

09 mar 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Lançamento da pré-candidatura do senador Fabiano Contarato (PT) ao governo do Espírito Santo
Lançamento da pré-candidatura do senador Fabiano Contarato (PT) ao governo do Espírito Santo Crédito: Iara Diniz
O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse que está "praticamente selada" a ida do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin para o partido. A ideia é que ele seja vice do ex-presidente Lula (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto.
As tratativas ocorrem bem longe do Espírito Santo, mas podem ter reflexos por aqui. Se Alckmin e o PSB selarem o acordo com o PT, a pré-candidatura do petista Fabiano Contarato ao Palácio Anchieta pode ir por água abaixo.
Aliados não devem se engalfinhar nos estados, ao menos não idealmente. E no Espírito Santo o governador Renato Casagrande (PSB) vai tentar a reeleição, embora não verbalize isso.
Mas a parceria quase certa com Alckmin não garante a federação, que seria uma aliança com duração de quatro anos amarrando os partidos como se fossem apenas um, em todos os estados e municípios.
As coligações, que são parcerias de curto prazo entre partidos apenas com fins eleitorais, estão proibidas para a eleição de deputados federais e estaduais, mas não para cargos majoritários, como presidente da República e governador.
Assim, Alckmin poderia ser vice numa coligação entre PT e PSB de olho no Palácio do Planalto, mas sem reproduzir isso Brasil afora, basta não fazer a federação.
Dessa forma, Contarato poderia ser candidato no Espírito Santo contra Casagrande, certo? Após a reunião em que a filiação do ex-governador de São Paulo foi quase fechada, o presidente nacional do PSB deixou escapar à reportagem de O Globo que a exigência de contrapartidas nos estados foi deixada para trás.
O presidente estadual do PSB, Alberto Gavini, no entanto, diz que o apoio recíproco nos estados para a eleição de governadores continua imprescindível, mesmo sem federação.
"Não deverá haver candidatura do PT aqui e em outros estados (como São Paulo e Pernambuco), como o combinado. Não haveria motivo para fazer uma parceria dessa (com Alckmin vice de Lula) sem reciprocidade", afirmou à coluna.
"Cada dia que passa a possibilidade da federação é menor. O PSB perderia muito e, neste momento, a federação é menos provável", emendou.
Gavini foi contra a federação, quando os presidentes estaduais do partido foram consultados. O próprio governador Casagrande já disse publicamente ser contrário a esse tipo de aliança.
E há entraves maiores, que não dizem respeito ao Espírito Santo, como a disputa em São Paulo, em que PT e PSB têm pré-candidatos ao governo, além da definição de como vão ser tomadas as decisões quando a pretensa federação estiver formada.
A candidatura de Contarato ao Palácio Anchieta, mesmo assim, também fica menos provável, graças à guinada ideológica de Alckmin, que militou por anos no PSDB e já disse que a volta de Lula à Presidência da República seria a volta ao "local do crime".
Parece contraditório e é. Mas com aproximação entre o ex-tucano e o petista mostra um movimento do ex-presidente ao centro, afastando o medo do adeus ao lulinha paz e amor.
Alckmin, por sua vez, ao abdicar da candidatura ao governo de São Paulo pelo PSD, uma carta que estava na mesa, fica mais perto da Presidência da República, cargo que disputou em 2018 com resultado tímido.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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