Algumas coisas que você precisa saber sobre o novo secretário de Saúde do ES
Governo Casagrande
Algumas coisas que você precisa saber sobre o novo secretário de Saúde do ES
Miguel Duarte Neto foi anunciado, nesta quarta-feira (21), para comandar pasta que está hoje sob a batuta de Nésio Fernandes. Aliás, Nésio também pode estar com o destino definido
Publicado em 22 de Dezembro de 2022 às 02:10
Públicado em
22 dez 2022 às 02:10
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Miguel Paulo Duarte NetoCrédito: Pró-Saúde/Reprodução
Mais um secretário de Saúde da gestão Renato Casagrande (PSB) vai vir de fora do Espírito Santo. Trata-se de Miguel Paulo Duarte Neto, natural de Porto Alegre-RS e que, atualmente, trabalha em Santa Catarina.
Neto já atuou em território capixaba, foi, por um ano e sete meses, entre 2020 e junho de 2022, diretor-geral do Hospital Estadual Central, localizado em Vitória.
Ele assume a Sesa no mês que vem. Foi difícil para a coluna encontrar alguém, no estado, que tivesse referências sobre o futuro secretário.
Em resumo, Neto é um gestor ligado a Organizações Sociais, as OS. Não é médico e sim economista, administrador, especialista em Finanças e Controladoria e Administração Hospitalar.
OS são instituições privadas, sem fins lucrativos, que administram unidades públicas de saúde.
Assim, o futuro secretário se encaixa no perfil que Casagrande buscava para a pasta, alguém com experiência nos setores público e privado.
"A militância dele foi em OS, como a Pró-Saúde. Mas sempre trabalhou em hospitais que prestam serviços ao SUS", conta uma pessoa que conhece minimamente a carreira do futuro secretário.
Neto esteve, por oito anos, à frente da Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, OS que administra diversas unidades no Brasil. Ele era o CEO da entidade.
"O governador queria um perfil de uma pessoa assim. Um técnico, gestor de saúde, que tenha visão de controle e equilíbrio, de fazer mais com menos, ter cuidado com o orçamento", conta um aliado de Casagrande.
O futuro secretário de Saúde está fazendo até faculdade de Matemática. Deve entender de números.
Embora ele não tenha experiência como secretário municipal nem estadual de saúde, já atuou estritamente no SUS.
Quando dirigiu o Hospital Estadual o fez não vinculado a uma OS e sim à Fundação Inova, uma entidade pública vinculada à Sesa.
"Na Inova é tudo público, a cultura organizacional é pública", destacou o atual diretor-geral da fundação, Rafael Amorim Ricardo.
Em Santa Catarina, o futuro secretário de Saúde do Espírito Santo atua em uma entidade similar e é diretor-geral do Samu.
"É um profissional versátil, moderno, que trabalha com metas", afirmou o chefe da Inova, que chegou a trabalhar com Neto.
A escolha, conta uma pessoa com trânsito no gabinete do governador, partiu diretamente do próprio chefe do Executivo estadual, sem indicação de intermediários.
O atual titular da pasta no governo capixaba, Nésio Fernandes, é um "médico sanitarista clássico", forma como ele mesmo se define, com atuação prévia no Tocantins. Filiado ao PCdoB, tem militância política ativa, embora também seja um quadro técnico.
Um integrante do primeiro escalão do governo já confidenciou à coluna que a "falta de jogo de cintura" para lidar com alguns prefeitos e gestores privados da área da saúde foi o principal motivo para a troca no secretariado.
Miguel Duarte Neto, por sua vez, apresenta-se como "executivo sênior em Saúde".
"Ele (o futuro secretário) consegue dialogar tanto com o espaço público, com os servidores, quanto com o setor privado, como prestadores de serviço, cooperativas médicas e hospitais filantrópicos", resumiu Rafael Amorim Ricardo.
Nésio está em férias desde o segundo turno das eleições, em outubro. Quem comanda a secretaria, interinamente, é o subsecretário Tadeu Marino.
Não foi. Mas deve permanecer em alguma subsecretaria, assim como parte da atual equipe, que seria uma espécie de conhecedores do "chão de fábrica", para que não haja uma mudança brusca na transição.
ORÇAMENTO
O Orçamento da secretaria de Saúde é o maior entre todas as pastas da administração estadual, R$ 3,4 bilhões para 2023.
As especulações sobre quem seria o escolhido para chefiar a área foram arrastadas.
O médico Remegildo Gava chegou a ser indicado pelo vice-governador eleito Ricardo Ferraço (PSDB) a Casagrande.
O convite formal do governador a ele nem aconteceu.
O FUTURO DE NÉSIO
Já Nésio Fernandes integra a equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e é dado como certo para chefiar a Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), de acordo com a coluna Igor Gadelha.
O ministério deve ficar sob o comando da atual presidente da Fiocruz, Nísia Trindade.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.