Após chapa Lula-Alckmin, PT planeja caravanas por Contarato no ES
Eleições 2022
Após chapa Lula-Alckmin, PT planeja caravanas por Contarato no ES
Senador é o pré-candidato do partido ao governo do ES, mas pode ser retirado do pleito por decisão da direção nacional da sigla para apoiar Renato Casagrande (PSB).
Publicado em 12 de Maio de 2022 às 02:10
Públicado em
12 mai 2022 às 02:10
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Senador Fabiano Contarato e ex-presidente LulaCrédito: Twitter/@ContaratoSenado
O lançamento da chapa Lula-Alckmin, no último dia 7, animou a direção e a militância do PT no Espírito Santo. A pré-candidatura do senador Fabiano Contarato, filiado ao partido, segue mantida, embora a retirada ou não dele do pleito dependa da direção nacional da sigla.
Enquanto isso, a presidente estadual do PT, Jackeline Rocha, diz que o lançamento da pré-candidatura de Contarato deve ocorrer ainda em maio e já é planejada uma caravana pelo interior, nos moldes das Caravanas da Cidadania, nas quais Lula percorreu 26 estados, entre 1993 e 1996.
"O lançamento da chapa Lula-Alckmin foi muito importante, tanto o discurso do Lula quanto o do Alckmin foram muito importantes. Alckmin disse que as disputas fazem parte do processo, mas que acima de tudo está a defesa da democracia", avaliou a presidente estadual do PT.
"Do lado do (Márcio) França estava o (Fernando) Haddad. É esse o clima de diplomacia política que a gente precisa construir no Espírito Santo", pediu.
Márcio França é o pré-candidato do PSB ao governo de São Paulo e Haddad, o do PT. Nenhum dos dois quer abrir mão da disputa para reforçar a aliança entre as legendas.
Por aqui, o quadro, por enquanto, é semelhante. O governador Renato Casagrande (PSB) é pré-candidato à reeleição e o PSB prefere, claro, que Contarato não dispute contra ele, mas não foi batido o martelo.
Não se vê, no entanto, Casagrande e Contarato lado a lado em eventos públicos. Nem ninguém do PT no palanque do socialista. Os petistas não integram a base de apoio ao governo.
Aliados que se consideram conservadores e de direita, que fazem parte da aliança, querem distância do partido.
O próprio Casagrande, na tentativa de manter todos unidos, reluta em apoiar Lula publicamente. É um dos principais entraves à retirada de Contarato do jogo.
"Não fazemos parte do governo do Renato, não estamos em diálogo fazendo a construção da política de reeleição, não fazemos parte do arco de alianças (...) Mas não tem por que a gente não estar nos mesmos eventos e espaços. Está havendo um esforço monumental das direções partidárias. Estamos leves para manter a pré-candidatura do Contarato e conversar com o PSB", afirma Jackeline.
PT e PSB conversaram no dia 12 de abril pela primeira vez sobre o cenário eleitoral. Na ocasião, Casagrande estava presente.
Outra reunião já aconteceu, desta vez entre as direções de PT e PSB. Mas o tópico Contarato não foi protagonista, de acordo com Jackeline Rocha.
"O foco da reunião foi A candidatura de Lula e Alckmin, como nós vamos nos mobilizar para isso. Mas reiteramos a candidatura do Contarato e dissemos que há espaço para o debate. A militância e a direção estadual querem muito a candidatura de Contarato, mas a gente sabe que existe esse diálogo nacionalmente", ponderou.
Declarações recentes de Jackeline Rocha sobre o governo Casagrande e a intenção de botar o bloco na rua por Contarato provocaram reações de aliados socialistas do governador.
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, telefonou para dirigentes petistas locais para pedir que o arrefecimento do clima entre as duas siglas, afinal, uma aliança pode surgir.
"Não tem clima ruim com o PSB", garantiu a presidente estadual. "Desde 2019 as nossas direções partidárias sempre dialogam porque tem presença nos movimentos socais e estivemos juntos em várias atividades do Fora Bolsonaro.
A questão de termos ou não candidatura (ao governo) é estratégica", pontuou.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.