O ex-prefeito de Vitória João Coser (PT) tomou posse nesta quarta-feira (1º) como deputado na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, mesmo dia em que confirmou à coluna que vai ser o 1º secretário da Mesa Diretora da Casa. A c
hapa única, encabeçada por Marcelo Santos (Podemos), como presidente, está virtualmente eleita.
Ocorre que Coser,
como a coluna mostrou, estava mais inclinado a apoiar Vandinho Leite (PSDB) para liderar o Legislativo estadual. Em áudio enviado a correligionários em um grupo de WhatsApp, o petista chegou a afirmar que a imagem de Marcelo "é muito comprometida".
O governador Renato Casagrande (PSB), entretanto, entrou no circuito e defendeu abertamente o nome de Marcelo Santos para a presidência.
Aí, tudo mudou para Coser, que é aliado do socialista. "Eu não tinha conversado com o Marcelo ainda. Quando você começa a conversar, você passa a conhecer mais as pessoas", afirmou à coluna nesta quarta, em meio à sessão de posse.
"Contou muito a presença do Marcelo na Assembleia e a relação de confiança dele com o governo do estado e a capacidade do Marcelo de atrair gente. A posição do governo colaborou, naturalmente", complementou.
Coser narrou que, inicialmente, colocou-se à disposição para ser 1º secretário da Mesa. Depois, foi realocado para o posto de vice-presidente. Ao fim e ao cabo, nas conversas para unir os grupos de Vandinho e Marcelo, a 1ª secretaria voltou para o petista.
"Somos deputados de governo. Disputamos a eleição juntos, estamos no governo e não há nada a considerar. Estou feliz, tranquilo, estou no lugar que eu desejei estar", concluiu João Coser.
Ele chegou a ser cotado como possível candidato a presidente da Assembleia, mas, por ser do PT, enfrentaria resistência dos colegas bolsonaristas. Há vários deles na nova legislatura.
Diante da inviabilidade, passou a pleitear um lugar na Mesa Diretora, no que contou com o apoio do partido. Além de Coser, a sigla tem a deputada estadual Iriny Lopes, que foi reeleita.
A bancada do PL, a maior da Assembleia, com cinco integrantes, seria o principal empecilho para que o petista se elegesse presidente.
Ironicamente, ele vai ter como companheiro na Mesa Diretora um membro do partido de Jair Bolsonaro. O deputado reeleito Danilo Bahiense está na chapa como 2º vice-presidente.