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Palácio Anchieta

Arnaldinho incensa Ricardo, mas se diz "na fila e pronto" para disputar em 2026

Antes de ser reeleito, ele garantiu que ficaria no mandato de prefeito de Vila Velha até dezembro de 2028. Agora, já mudou o tom

Publicado em 27 de Dezembro de 2024 às 10:56

Públicado em 

27 dez 2024 às 10:56
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Arnaldinho Borgo, Prefeito de Vila Velha
Arnaldinho Borgo (Podemos), prefeito de Vila Velha, durante entrevista para a reportagem de A Gazeta Crédito: Fernando Madeira
No dia em que foi confirmado pelo Podemos como candidato à reeleição em Vila Velha, em 20 de julho de 2024, o prefeito Arnaldinho Borgo (Podemos) respondeu sem titubear a uma pergunta feita pela coluna. Eu quis saber se os moradores da cidade, se o reelegessem, contariam com ele como prefeito até dezembro de 2028, o final do segundo mandato, ou se havia o risco de ele renunciar ao cargo para disputar as eleições de 2026.
"Não serei candidato em 2026", cravou Arnaldinho, na ocasião.
Ele repetiu a promessa no final de agosto, em sabatina realizada por A Gazeta e Rádio CBN Vitória. Olhou para as câmeras e garantiu: "Vou reafirmar para todos (...) não serei candidato em 2026, vou cumprir meu mandato até 2028".
Em 2026, estarão em disputa, por exemplo, os cargos de senador e governador. Arnaldinho é considerado um possível candidato ao Palácio Anchieta. Já havia especulações sobre isso antes do pleito de 2024. Especulações que o prefeito afastou publicamente, na época.
Após ser reeleito com 79,04% dos votos, porém, o tom mudou.
Em entrevista para a reportagem de A Gazeta publicada na quinta-feira (26), o prefeito de Vila Velha não se lançou pré-candidato ao governo, não chegou a tanto. Mas também não descartou a possibilidade, ao contrário do que havia feito meses atrás.
Questionado sobre o assunto, primeiro, Arnaldinho incensou o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB): "O candidato do grupo (ao governo, em 2026) é o Ricardo Ferraço, é o candidato até por gravidade, o candidato natural".
"Minha meta é ficar em Vila Velha até 2028, concluir o mandato". Até aí, tudo bem.
Mas e se surgir o convite "do grupo" para que Arnaldinho seja o candidato ao Palácio?
O prefeito de Vila Velha, neste ponto, já falou que iria "avaliar" e que está "na fila (provavelmente quis dizer um passo atrás de Ricardo Ferraço), pronto e preparado":
"Aí, a gente vai avaliar, vai ouvir a cidade, como a cidade vai enxergar isso, até porque eu fui eleito recentemente e desejo, de fato, agora entregar o extraordinário. Algumas pessoas acham que eu devo ser (governador), até para ajudar a cidade a fazer esse extraordinário que nós estamos fazendo, mas eu tenho muita cautela, muito pé no chão, sei esperar meu momento, estou muito novo, acredito que minha hora vai chegar. Estou na fila, pronto e preparado".
O prefeito de Vila Velha ainda nem tomou posse no próximo mandato, o que vai ocorrer no dia 1º. Nem pegaria bem ele tratar do pleito de 2026 agora, por isso ele falou meio "pisando em ovos" sobre o assunto na entrevista para a reportagem de A Gazeta.
Mas somente o fato de não descartar a ideia mostra que ele mudou o tom rapidamente, bastou sair praticamente ovacionado das urnas.
Outra coisa que deve ter pesado foi uma espécie de incentivo do governador Renato Casagrande (PSB). O chefe do Executivo estadual é o líder do grupo político integrado pelo prefeito de Vila Velha.
Dias antes da entrevista de Arnaldinho, Casagrande, ao vivo na Rádio CBN Vitória, listou, após questionamento da coluna, quais são os possíveis candidatos ao governo do Espírito Santo em 2026.
Casagrande admitiu que pode disputar o Senado e, nesse caso, considerou Ricardo Ferraço, o vice que assumiria o governo, como candidato natural à sucessão. Mas deixou claro que não há nome decidido desde já e que o prefeito de Vila Velha está em "condições de entrar em campo".
"Temos outras lideranças do nosso movimento político: Vidigal, Arnaldinho, Euclério. Temos jogadores em condições de entrar em campo", afirmou o governador.
Arnaldinho até agradeceu, na entrevista para a reportagem de A Gazeta, a menção feita por Casagrande.
A população já deve estar acostumada ao fato de que os políticos prometem uma coisa hoje e, num futuro próximo, alegam que "o cenário mudou" e então fazem tudo ao contrário.
Na prática, se Arnaldinho disputar o governo do Espírito Santo ou qualquer outro cargo em 2026, vai ter que renunciar ao mandato de prefeito em abril daquele ano. Nessa hipótese, o vice-prefeito, Cael Linhalis (PSB), tornaria-se o prefeito da cidade até 31 de dezembro de 2028.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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