Arthur Lira pede a Casagrande para PP ser vice ou disputar o Senado, mas tarefa é árdua
Chapa com o governador
Arthur Lira pede a Casagrande para PP ser vice ou disputar o Senado, mas tarefa é árdua
O nome o partido já tem: o deputado federal Da Vitória. Leque de alianças do governador, no entanto, é amplo e ele vai ter que se equilibrar entre diversos aliados
Publicado em 11 de Março de 2022 às 16:47
Públicado em
11 mar 2022 às 16:47
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Da Vitória, Arthur Lira e Marcus Vicente em evento de filiação de Da Vitória ao PPCrédito: Divulgação
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), pediu ao governador Renato Casagrande (PSB) espaço para o PP na formação da chapa majoritária, ou seja, vaga de vice ou de candidato ao Senado, com preferência para esta última.
Lira garantiu que o PP vai compor a coligação de Casagrande, o partido faz parte da base aliada. Mas quer mais.
Inicialmente, em discurso, o presidente da Câmara chegou a dizer que cobrou de Casagrande a vaga para o PP. Mas depois, em entrevista, amainou o tom, retirou a palavra "cobrei". "Não posso cobrar nada", emendou.
O deputado federal Da Vitória, outro aliado de Casagrande, saiu do Cidadania e filiou-se nesta sexta-feira (11) ao PP. Lira veio ao Espírito Santo para prestigiá-lo.
É o próprio Da Vitória o nome que disputaria o Senado se os apelos do partido forem ouvidos.
O PP é um partido do Centrão, que apoia Jair Bolsonaro (PL), mas libera os diretórios estaduais para se posicionar sem amarras ideológicas.
No estado, o PP integra o governo Casagrande. O presidente estadual do partido, Marcus Vicente, é secretário de Saneamento e Habitação.
Vicente diz que a questão da vaga na chapa de Casagrande vai ser discutida mais à frente, mas reiterou que, de qualquer forma, o PP vai integrar a coligação do socialista.
O leque de alianças de Casagrande é amplo e o governador quer expandi-lo. Tem o PP, que apoia Bolsonaro, o Podemos, de Sergio Moro e ainda quer o PT, de Lula.
Convergir todas essas forças sob o mesmo guarda-chuva vai ser tarefa árdua. Não apenas pelos choques em relação ao palanque para a Presidência da República, mas por questões pragmáticas.
Não somente o PP quer um lugar ao sol. O Podemos também gostaria de lançar candidato ao Senado. E a senadora Rose de Freitas (MDB) quer o apoio do governador para se reeleger.
Enquanto isso, outras peças se movimentam no tabuleiro. Além de Da Vitória, o PP também filiou dois deputados estaduais, Marcos Madureira e Raquel Lessa, nesta sexta. Os dois são da base de Casagrande na Assembleia Legislativa.
O PP ambiciosa ser o maior partido do Espírito Santo, como repetido pelas lideranças da sigla que se reuniram no Centro de Convenções de Vitória nesta sexta.
Além de Arthur Lira, compareceram o presidente nacional em exercício do PP, Cláudio Cajado, e o líder do partido na Câmara, André Fufuca.
Com a chegada de Da Vitória, o partido passa a ter dois deputados federais no estado. O outro é Evair de Melo, um dos vice-líderes de Bolsonaro e que destoa por fazer críticas ao governo Casagrande. Como o evento desta sexta denotou, ele é minoria isolada neste quesito.
A cúpula do PP almoçou com Casagrande no Palácio Anchieta. Antes, em uma audiência pública realizada também no Centro de Convenções com participação de Arthur Lira, o governador compôs a mesa e discursou. Foi chamado de "nosso governador Casagrande" pelo presidente da Câmara, houve troca de afagos.
"O PP será um grande partido no estado e um grande partido pensa sempre em ocupar espaço na majoritária, mas isso não é momento agora. No momento adequado essas conversas serão feitas para compor a chapa com o governador Casagrande", afirmou Lira, em entrevista após o evento de filiação de Da Vitória.
Já o recém-filiado avalia que o partido poderia até ter candidato a governador.
"Que nós possamos defender que o Progressistas possa ter espaço na majoritária porque é um partido muito grande, tem condições até de ter candidatura ao governo do estado, mas hoje estamos alinhados com o governador Renato Casagrande. Nada mais justo que a gente discutir esse tema".
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.