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"Bet eleitoral"

As apostas para o governo do ES em 2026, após resultado das urnas em 2024

Cada eleição tem uma lógica diferente, mas os nomes que saíram fortalecidos este ano largam na frente

Publicado em 16 de Outubro de 2024 às 07:21

Públicado em 

16 out 2024 às 07:21
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Palácio Anchieta, Vitória
A partir de 2027, uma certeza: o chefe do Palácio Anchieta não vai ser Renato Casagrande Crédito: Ricardo Medeiros
Há muita água a passar embaixo da ponte daqui até as eleições de 2026, é verdade. Mas o fato de que o governador Renato Casagrande (PSB) não vai disputar a reeleição infla as especulações há tempos. O socialista já está no segundo mandato consecutivo.
O resultado das eleições de 2024 turbinou ainda mais a bolsa de apostas. Quem Casagrande vai apoiar como seu sucessor? E quem vai se levantar contra o PSB?
Em relação à segunda pergunta, o nome do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), ganhou força. Ele foi reeleito no primeiro turno, contra o esforço de casagrandistas.
Não passou despercebido que o ex-governador Paulo Hartung (sem partido), que antagonizou o atual governador nos últimos anos, fez questão de ressaltar que "se consolida uma nova liderança" no estado, em referência ao prefeito da Capital.
E o Republicanos, partido de Pazolini, teve um desempenho considerável no pleito municipal, muito graças ao resultado em Vitória.
Caso o prefeito queira disputar o Palácio Anchieta, ele vai ter que abandonar o mandato na metade. Neste caso, quem vai herdar o posto é a vice-prefeita eleita, Cris Samorini (PP).
O Progressistas (PP), atualmente, faz parte da base aliada ao governo estadual, mas, se Pazolini estiver bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto, não seria surpreendente se os progressistas mantivessem a parceria com ele numa disputa contra o nome a ser apoiado pelo governador.
Afinal, o próprio Casagrande não seria o candidato. É uma diferença que pode fazer com que a base perca alguns de seus integrantes.
Em relação ao Progressistas, especificamente, a coisa pode ficar ainda mais complicada porque o deputado federal Evair de Melo (PP), desde o ano passado, diz querer disputar o Palácio Anchieta e faz oposição ao governador, ainda que esteja abrigado em um partido, até agora, governista.
Outro deputado federal do PP, o presidente estadual do partido, Da Vitória, também poderia ter interesse em concorrer.
Os progressistas cresceram em tamanho e relevância nas eleições de 2024 no Espírito Santo, em comparação a 2020, mas perderam em dois flancos importantes: Serra, com Audifax Barcelos, e Guarapari, com Zé Preto.
Já quanto a quem Casagrande deve abençoar como sucessor, eis a questão. Como o governador tem muitos aliados, há vários candidatos a candidato.
O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), saiu "com moral" das urnas este ano. Aliadíssimo do socialista, foi reeleito no primeiro turno, com 79,04% dos votos.
Durante a campanha, o prefeito jurou de pés juntos que não vai concorrer em 2026 e sim ficar no comando do Executivo municipal até 31 de dezembro de 2028.
Mas se ocorrer o contrário, não vai ser a primeira vez que um político descumpre uma promessa.
Não à toa, o partido de Casagrande garantiu-se na composição da chapa do prefeito. O vice eleito é Cael Linhalis (PSB) e caberia a ele assumir a prefeitura canela-verde a partir de abril de 2026, caso Arnaldinho disputasse o Palácio Anchieta.
O Podemos, entretanto, pode ter outro interessado na vaga, o presidente estadual, Gilson Daniel. Ele é deputado federal e ex-prefeito de Viana.
A legenda, a partir de 2025, vai governar 11 cidades do Espírito Santo, que somam quase um milhão de habitantes. Em termos populacionais, é o líder no ranking.
Mas e se Casagrande optasse pelo aliado que tentou disputar o governo em 2010 e foi corroído pelo "fogo amigo"?
Trata-se do vice-governador Ricardo Ferraço, presidente estadual do MDB. Quase 15 anos atrás, ele também era vice, mas de Paulo Hartung.
Ricardo era o sucessor natural do então governador, foi preparado para concorrer, mas na hora H, o chefe do Executivo estadual podou suas asas para apoiar... Casagrande.
Foi o "abril sangrento". Seria agora a vez de o vice conseguir concorrer ao Palácio Anchieta?
O MDB está enfraquecido no estado desde a saída de Hartung da sigla, em 2018, e não melhorou muito de 2020 para cá. Quatro anos atrás elegeu oito prefeitos no Espírito Santo e, agora, seis.
O destaque do partido vai mesmo para o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio, reeleito com expressivos 88,41% dos votos.
O prefeito nunca disse ter interesse em disputar o Palácio Anchieta, mas é fato que sai fortalecido do pleito, como candidato ou como cabo eleitoral em Cariacica para quem decidir apoiar ao governo em 2026.
Claro que uma coisa é uma eleição municipal e outra, uma estadual. Não basta ter votos na própria cidade, é preciso conquistar eleitores de Mucurici a Presidente Kennedy.
Mas a visibilidade e a musculatura que alguns prefeitos e líderes políticos ganharam este ano não são desprezíveis.
A lógica da eleição estadual/nacional é diferente da municipal. Então talvez o fato de o PL ter se saído mal na corrida por prefeituras no Espírito Santo em 2024 não seja algo a selar o destino do partido, negativamente, em 2026.
Mas nenhum nome filiado à sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro saiu fortalecido no estado em 2024.
A legenda sofreu uma grande derrota, considerando que lançou 50 candidatos a prefeito e elegeu apenas cinco e em cidades pequenas, sem nenhum destaque que possa impulsionar os planos para 2026.
O PT do presidente Lula saiu-se pior ainda. Não elegeu nenhum prefeito no Espírito Santo e, assim como o PL, não adquiriu vantagem alguma quando se trata da corrida pelo Palácio Anchieta.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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