As cidades prioritárias para o partido de Pazolini no ES
Eleições 2024
As cidades prioritárias para o partido de Pazolini no ES
Presidente estadual do Republicanos, Erick Musso falou à coluna sobre os planos da legenda, que rivaliza com o grupo do governador Renato Casagrande (PSB)
Publicado em 08 de Julho de 2024 às 12:41
Públicado em
08 jul 2024 às 12:41
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), está no primeiro mandato e vai tentar a reeleiçãoCrédito: Carlos Alberto Silva
A principal vitrine do Republicanos no Espírito Santo é a Prefeitura de Vitória, comandada por Lorenzo Pazolini desde 2021. Ele vai tentar a reeleição e essa é, justamente, uma das prioridades do partido em 2024. Mas não apenas.
De acordo com o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, a principal meta é emplacar prefeitos nas cidades com mais de 100 mil habitantes em que o partido tem pré-candidatura: Serra, Guarapari, São Mateus, Linhares, Aracruz e Cachoeiro de Itapemirim.
Ao todo, a legenda tem 28 pré-candidatos a prefeito no Espírito Santo. "Todos são importantes", ressaltou Erick.
O presidente estadual da sigla também atua, informalmente, como interlocutor e mediador político de Pazolini em Vitória.
Em Aracruz, o pré-candidato a prefeito do partido é o delegado Leandro Sperandio; em Linhares, o atual prefeito, Bruno Marianelli; em São Mateus, Carlinhos Lyrio, e em Cachoeiro, Diego Libardi.
A coluna apurou também que o deputado federal Amaro Neto (Republicanos) tem se movimentado em algumas cidades para ajudar na eleição de correligionários, como em Guarapari, Cachoeiro e Santa Maria de Jetibá (lá, o pré-candidato a prefeito do partido é Hans Detrman Jr).
A CORRIDA POR PREFEITURAS
Em 2020, além de eleger Pazolini em Vitória, o Republicanos cresceu bastante em território capixaba, rivalizando com o PSB do governador Renato Casagrande.
De lá pra cá, o Republicanos perdeu dois mandatários e, atualmente, tem sete prefeitos no estado.
As movimentações da legenda, cujo slogan é "o verdadeiro partido conservador do Brasil" são relevantes porque trata-se de um dos poucos grupos políticos que não giram em torno da liderança do governador Renato Casagrande (PSB).
O Republicanos, por vezes aliado ao PP (que ainda está na base aliada ao Palácio Anchieta) tenta se anabolizar fora do círculo casagrandista e, assim, se cacifar para a era pós-Casagrande e Paulo Hartung.
Em 2026, pela primeira vez desde 2002, nem o atual nem o ex-governador vão disputar o comando do Executivo estadual. Como diria Hartung, "há uma avenida aberta".
O partido de Pazolini, em território capixaba, congrega majoritariamente políticos de centro-direita e ainda tem laços com a Igreja Universal do Reino de Deus, denominação na qual a sigla nasceu.
O vereador de Vila Velha Devanir Ferreira e secretário-geral estadual da legenda, por exemplo, é pastor da Universal.
Em âmbito nacional, o partido, ou ao menos parte dele, está na base do governo Lula (PT), assim como esteve na de Jair Bolsonaro (PL).
O Republicanos faz parte do Centrão, que, em resumo, apoia quem quer que esteja no poder.
Diante da polarização política e a depender do eleitorado de cada um, porém, alguns parlamentares da legenda não se alinham à gestão petista, a exemplo do deputado federal do Espírito Santo Messias Donato.
Quanto ao fato de ser ou não "o verdadeiro partido conservador", bem, essa é uma questão subjetiva.
Via de regra, a chamada pauta de costumes é alardeada aos quatro cantos por políticos "conservadores" como peça de propaganda, mas, dentro das legendas, não se cobra o cumprimento nem da íntegra dos Dez Mandamentos. Quanto aos versículos bíblicos que condenam o adultério, então.... Enfim, é melhor este texto parar por aqui.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.