Em 2018, o deputado estadual
Sergio Majeski (PSB) foi reeleito com 47.015 votos, o mais votado entre os escolhidos para a Assembleia Legislativa do Espírito Santo. Já
Amaro Neto (Republicanos) foi eleito deputado federal com 181.813 votos, também o mais votado entre os deputados federais eleitos.
O que o pleito de 2022 reserva para eles?
Majeski está de saída do PSB. Ele já passou por PT e PSDB e agora conversa novamente com os tucanos, com o PDT e recebeu convite também do União Brasil (partido que vai surgir da fusão do DEM com o PSL).
Ele diz que gostaria de ser candidato ao governo do estado, mas deve disputar a Câmara Federal ou o Senado.
"O que está certo é que vou sair do PSB. Isso não é nada a se pensar ou discutir, é certeza absoluta, não tem mais volta", cravou.
Majeski acumulou dissabores no PSB. Chegou a ser cotado para disputar o Senado em 2018, mas com o ensaio de uma aproximação entre o então senador Magno Malta (PL) e o governador
Renato Casagrande (PSB), desistiu. Magno acabou disputando a reeleição em aliança com o PSL, longe do palanque de Casagrande. E perdeu.
Se Majeski tivesse se mantido no páreo talvez tivesse colhido um bom resultado. Os novatos
Fabiano Contarato (então filiado à Rede) e
Marcos do Val (então filiado ao Cidadania) foram alçados ao Senado naquele ano.
Agora, o deputado estadual avalia qual caminho trilhar.
"Se eu fosse um político profissional eu olharia só um aspecto (as chances eleitorais que cada partido proporciona) e já estaria resolvido. Mas tem que olhar quem está no grupo, o que as pessoas pretendem. As pessoas conversam com você hoje e depois as coisas mudam. Gato escaldado tem medo de água fria", pontuou.
Majeski diz que, no PSB, não viu o empenho esperado para que pudesse disputar o Senado, como havia sido acordado.
Como o cenário ainda pode mudar, a depender de federações a serem formadas por partidos nacionalmente, com reflexos diretos nos estados, o parlamentar segue em compasso de espera. Além disso, a janela para troca partidária, que permite a deputados migrar de sigla sem risco de perder o mandato, vai ser aberta apenas em março.
Enquanto isso, Amaro Neto pode disputar o Senado ou a reeleição. A segunda opção é a mais provável. Além dele, o Republicanos tem o ex-prefeito de Colatina,
Sérgio Meneguelli, como pré-candidato ao Senado.
O presidente nacional do partido, Marcos Pereira, afirmou que a preferência é que Amaro concorra à reeleição, podendo, assim, "puxar" outro candidato do partido para a Câmara. Pereira considera que o deputado federal pode repetir ou até superar a votação do pleito passado. A ver.
Já Meneguelli diz que "segue firme" com o propósito de disputar o Senado. "Sinto que o Amaro vai ser candidato a deputado federal", avaliou.
Amaro estava em viagem, enquanto a Câmara está em recesso, quando este texto foi escrito.