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As novas lideranças que Casagrande diz que podem assumir cargos no ES

O clamor por novas lideranças que, não necessariamente, resultam em “nova política”, tem sido uma constante no país. Aí fica a pergunta: quais novas lideranças há no Espírito Santo?

Publicado em 20 de Setembro de 2021 às 02:00

Públicado em 

20 set 2021 às 02:00
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Governador Renato Casagrande em entrevista no Palácio Anchieta
Governador Renato Casagrande em entrevista no Palácio Anchieta Crédito: Vitor Jubini
O clamor por novas lideranças que, não necessariamente, resultam em “nova política”, tem sido uma constante no país. Aí fica a pergunta: quais novas lideranças há no Espírito Santo? No governo do Estado, duas forças políticas, capitaneadas por Renato Casagrande (PSB) e Paulo Hartung (sem partido) – e que já integraram o mesmo grupo – revezam-se no poder desde 2003.
Seria natural que tentassem emplacar alguém para o futuro, um sucessor, ou ao menos um nome menos tarimbado nas urnas. Hartung prefere falar apenas do cenário nacional.
Quanto a isso, é partidário da chamada terceira via, para fugir da polarização entre Jair Bolsonaro (sem partido) e Lula (PT). Já sobre a política capixaba ele não se arrisca, por enquanto, ao menos publicamente.
A coluna perguntou então a Casagrande quais novas lideranças ele tem ajudado a formar. O socialista listou nomes que compõem o próprio secretariado, pessoas, segundo ele, na faixa de 35, 40 anos, que poderiam representar “o novo” (aqui, frise-se, não estamos falando do partido Novo).
O governador diz que nem todos têm pretensão eleitoral, mas os considera gestores para o futuro. Vamos lá:

As apostas de Casagrande

- Davi Diniz (secretário da Casa Civil); 
- Gilson Daniel (secretário de Governo);
- Nara Borgo (secretária de Direitos Humanos);
- Lenise Loureiro (secretária de Turismo);
- Tyago Hoffmann (secretário de Desenvolvimento);
- Edmar Camata (secretário de Controle e Transparência);
- Vitor de Ângelo (secretário de Educação)
- Nésio Fernandes (secretário de Saúde)
-  Marcelo Paiva (secretário de Justiça)

“São pessoas na faixa de 35, 40 anos, pessoas que estão trabalhando, independentemente de serem candidatos ou não, são gestores que estão sendo formados para ajudar a governar o estado agora e para o futuro”, diz Casagrande.
“Essas coisas acontecem com naturalidade. Não adianta pegar uma pessoa e formá-la. As pessoas têm que ir sendo formadas no exercício da tarefa delas no dia a dia. Temos lideranças novas dentro do governo, secretários. Algumas têm projeto político-eleitoral e outras, não. Tem gente na Assembleia com total possibilidade de tempo de serem projetadas como lideranças”, avalia.
“O que me cabe é incentivá-las, no governo, na Assembleia. A transição que eu tenho que fazer, já sou governador pela segunda vez. Vou decidir se sigo em frente ou não, mas minha tarefa é dar energia a essas pessoas que poderão estar nos substituindo no decorrer do tempo”, complementa.
Gilson Daniel é, talvez, considerando a possibilidade político-eleitoral, o que mais se destaca. Foi prefeito de Viana por duas vezes, elegeu o sucessor e agora ocupa uma secretaria de prestígio no governo estadual.
Ganhou visibilidade, inicialmente, com um episódio pouco abonador. Em 2015, já prefeito de Viana, foi flagrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) com R$ 41 mil em espécie no carro. Como transportar dinheiro vivo, por si só, não é crime, o caso foi encaminhado à Polícia Federal e não teve consequências jurídicas. Gilson Daniel alegou que os recursos eram frutos de economia e seria usado para comprar uma sala comercial. A quantia foi devolvida a ele.
Ele vai disputar uma vaga na Câmara Federal em 2022.
O mesmo pode se dizer de alguns dos demais listados, entre os que têm pretensões eleitorais, obviamente. Edmar Camata já foi candidato a deputado federal pelo PSB, mas não é mais filiado ao partido; Tyago Hoffmann (PSB) é um dos homens fortes do governo; Davi Diniz já foi do Cidadania (antigo PPS), assim como Lenise, que foi candidata a deputada federal.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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