Na última quinta-feira (27), Ricardo confirmou à coluna que conversou com a ex-parlamentar, mas ainda não se decidiu. "Sem nenhuma decisão tomada", respondeu, curto e grosso.
Sobre os motivos que poderiam levá-lo a sair do PSDB, independentemente de escolher migrar ou não para o MDB, saiu pela tangente: "Essas conversas vão exigir amadurecimento, diálogo, e é isso que a gente vai fazer".
Arnaldinho Borgo, por sua vez, está decidido: vai ficar no Podemos.
"Me sinto muito honrado pelo convite, mas vou permanecer no Podemos. Estou muito tranquilo no Podemos. Tem o nosso deputado, doutor Victor, tem o nosso presidente, com o qual me relaciono muito bem, Gilson Daniel, que está deixando o Podemos forte. Tenho ajudado também nesse arranjo", afirmou o prefeito, também na última quinta.
Os convites disparados por Rose ocorreram na iminência da realização da convenção estadual do MDB, que deve eleger o comando da sigla no Espírito Santo em agosto.
A ex-senadora preside a legenda desde março de 2021, por determinação da Executiva nacional do partido. Era para ser algo provisório, mas diversas reconduções foram impostas desde então, o que gera críticas por parte do ex-deputado federal Lelo Coimbra.
Rose evita dizer se vai ou não lançar uma chapa na convenção, mas a expectativa é que o grupo dela e o de Lelo se enfrentem no pleito.
O MDB estadual está enfraquecido desde a saída do ex-governador Paulo Hartung da sigla, em 2018. Com a derrota de Rose de Freitas em 2022 — ela tentou a reeleição para o Senado, mas foi vencida por Magno Malta (PL) —, o partido não tem um posto de destaque.
Aliás, não tem nem vereador em Vitória, Vila Velha, Cariacica ou Serra.
Além da partida de Hartung, as brigas internas, protagonizadas por Lelo e pelo também ex-deputado Marcelino Fraga, contribuíram para isso.
Os filiados próximos a Lelo, por sua vez, culpam a própria Rose, por inação ou falta de articulação, pelo cenário. A ex-senadora tira por menos, diz que há discordâncias pontuais com o correligionário, mas que os dois mantêm conversas.
Atrair um nome de peso, como Ricardo Ferraço, cotado para disputar a sucessão do governador Renato Casagrande (PSB) em 2026, pode ser o impulso para a retomada de protagonismo do MDB.
O vice-governador, contudo, não tem pressa.
Há ainda o possível retorno de Hartung, a convite da direção nacional da legenda. Rose, que não é próxima do ex-governador, diz desconhecer essa movimentação.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.