Audifax sai da Rede e declara apoio a Manato no 2° turno no ES
Eleições 2022
Audifax sai da Rede e declara apoio a Manato no 2° turno no ES
Ex-prefeito da Serra, que ficou em quarto lugar na corrida pelo Palácio Anchieta, anunciou decisão nesta quinta-feira (6)
Publicado em 06 de Outubro de 2022 às 15:26
Públicado em
06 out 2022 às 15:26
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Audifax Barcelos anuncia apoio a Manato (PL) na corrida ao governo do ESCrédito: Letícia Gonçalves
O ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos, que disputou o governo do Espírito Santo pela Rede e ficou em quarto lugar na eleição de domingo (2), declarou apoio a Manato (PL) nesta quinta-feira (6).
O candidato do PL disputa o segundo turno contra o governador Renato Casagrande (PSB).
Audifax também anunciou que vai se desfiliar da Rede após a direção nacional do partido decidir apoiar Casagrande.
“Diante da decisão nacional do partido em apoiar a reeleição de Casagrande, a quem teci tantas críticas ao longo da campanha, não vejo outra alternativa a não ser me retirar do partido”, afirmou.
No primeiro turno, uma das palavras mais pronunciadas por Audifax foi "gestor". Ele se apresentava como bom gestor e dizia que o governador, por sua vez, "não é gestor".
“(Manato) foi secretário de Serviços junto comigo na gestão Vidigal, na Serra, já foi diretor do Dório Silva. Ele foi gestor. Minha esperança é que ele seja um bom gestor, na linha da renovação”, complementou, nesta quinta.
Nessa questão, Audifax também tomou o partido de Manato. "Ele me disse que não fez participação (na Le Cocq), que tinha uma outra entidade antes, não lembro o nome agora, que foi a duas reuniões, viu que não era aquilo e não participou mais. Ele colocou pra mim que não participou dessa instituição", afirmou o ex-prefeito, ao ser questionado, nesta quinta-feira, em entrevista coletiva.
"(Manato) não representa risco de crime organizado. Nunca vi, na relação que tive como ele como secretário e como deputado federal, nada em relação a crime organizado ou atos contra a democracia", ressaltou.
AUTOCRÍTICA
Audifax integrou a Rede, um partido de esquerda, por sete anos. No primeiro turno, fez questão de ressaltar que ele, Audifax, não é de esquerda, de direita ou de centro. Ao contrário, é tudo isso ao mesmo tempo, dependendo do aspecto abordado.
O então candidato ao governo do estado também não se posicionou em relação à disputa pelo Palácio do Planalto, protagonizada desde então pelo ex-presidente Lula (PT) e o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).
Nesta quinta, o próprio ex-prefeito avaliou que esse foi um fator que contribuiu para que fosse derrotado nas urnas. "Eu lutei contra a máquina da prefeitura (a Serra é administrada por Sérgio Vidigal, do PDT, adversário de Audifax) e a máquina do estado. Tambpem teve a questão nacional. Tentei levar a campanha na linha do Espírito Santo, da gestão, do que fiz na Serra. E não deu certo", afirmou.
"A turma do Bolsonaro contra mim, a turma do Lula e as duas máquinas", resumiu.
Ele avaliou que a postura de não nacionalizar o pleito local o prejudicou.
Audifax destacou, na entrevista coletiva, mais de uma vez, que não teria como apoiar Casagrande, pois isso o colocaria em contradição com o que pregou no primeiro turno. Questionado sobre o motivo, então, de não ter ficado neutro, respondeu: "Aprendi com a eleição de domingo".
Ou seja, para Audifax, não escolher declaradamente um lado foi e é prejudicial.
Instado a dizer agora, então, quem apoia no segundo turno na corrida pela Presidência da República, entretanto, não se posicionou: "Não vou declarar apoio a Lula nem a Bolsonaro. Por coerência com (o que fiz) no primeiro turno. A única coisa que farei é levantar o nome de Manato".
Audifax disse que está à disposição até para aparecer no horário eleitoral pedindo votos para o novo aliado e que a conversa para firmar a parceria não passou pelo oferecimento de cargos, como uma secretaria, num eventual governo Manato.
O candidato do PL não estava presente no anúncio de apoio. Mas, de acordo com o ex-prefeito da Serra, Manato concordou em incluir algumas propostas no plano de governo:
1. Concurso público para policiais civis e militares
2. Ampliação do número de delegacias de combate à violência doméstica pelo estado
3. Implantação do programa “Farmácia Capixaba” com distribuição gratuita de medicamento a nossa população
4. Implantação do programa “Emprego Fácil”
5. Ampliação do ensino técnico e profissionalizante nas escolas de ensino médio
6. Revisão da destinação dos recursos do Fundo Soberano
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.