Um edital foi publicado à procura de um imóvel para alugar. A única proposta recebida que atendeu aos critérios estabelecidos foi apresentada referente à área do antigo Aeroporto de Vitória.
Só que houve um problema. Por exigência legal, a Comissão Permanente de Engenharia de Avaliações (Copea), da Prefeitura de Vitória, avaliou o valor do imóvel.
De acordo com informações obtidas pela coluna, o órgão concluiu que a área vale R$ 5 milhões e que o aluguel mensal máximo que a Câmara poderia pagar seria de R$ 250 mil.
Essa cifra foi considerada muito baixa pela empresa que apresentou a proposta, o que pode inviabilizar o negócio.
Ainda de acordo com o que a coluna apurou nos bastidores, a Câmara devolveu o processo à Copea, para uma possível reavaliação.
Se o entendimento da comissão for mantido, a Câmara pode insistir para tentar se a empresa aceita os R$ 250 mil mensais de aluguel; publicar um novo edital para receber eventuais novas propostas ou arriscar fazer reformas paliativas na sede atual.
A coluna entrou em contato com a Zurich Airport Brasil, concessionária que administra o Aeroporto de Vitória. Após a publicação deste texto, a Zurich informou que "a negociação da área mencionada, no antigo terminal, está a cargo de uma empresa privada que respondeu ao edital publicado pela Câmara Municipal de Vitória. A concessionária desconhece os valores da negociação".
A assessoria de imprensa da Câmara de Vitória também foi procurada, para saber em que pé está a busca por uma nova sede do Legislativo. "Ainda não temos nenhuma devolutiva do Copea, o órgão avaliador do processo", informou a Casa, por meio de nota.
Um relatório técnico elaborado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-ES) apontou haver “diversas anomalias” e até “perigo de vida para os transeuntes, colaboradores e frequentadores da CMV” na atual sede do Legislativo.
A Câmara funciona, ao todo, em três imóveis. O principal é o que abriga o plenário da Casa, onde ocorrem as sessões com todos os vereadores.
O plenário, por exemplo, não tem nem saída de emergência em caso de incêndio. E, por ser um imóvel tombado, há limitações quanto a obras a serem realizadas.