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Eleições 2024

Camila Valadão: "PSOL tem autoridade eleitoral para apresentar projeto para Vitória"

Deputada estadual é pré-candidata à prefeitura da capital do ES. Partido "seguirá dialogando com as forças progressistas para a construção de alternativas para derrotar o atual prefeito Lorenzo Pazolini"

Publicado em 18 de Setembro de 2023 às 09:11

Públicado em 

18 set 2023 às 09:11
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Deputada estadual Camila Valadão
Deputada estadual Camila Valadão Crédito: Divulgação/PSOL
Em 2020, Camila Valadão foi eleita para ocupar uma cadeira na Câmara de Vitória. Foi a primeira vez que o PSOL conseguiu emplacar alguém na Casa. Em 2022, Camila alçou um voo maior e obteve uma vaga na Assembleia Legislativa.
André Moreira (PSOL), o suplente, ficou com a vaga no Legislativo municipal. Hoje, o partido, portanto, tem um vereador e uma deputada estadual no Espírito Santo. E, no último sábado (16), a sigla decidiu lançar a pré-candidatura de Camila à Prefeitura de Vitória. 
A ideia é que a parlamentar dispute o comando do Executivo em 2024, mas a mesma resolução registra que o PSOL "seguirá dialogando com as forças progressistas para a construção de alternativas para derrotar o atual prefeito Lorenzo Pazolini".
Ou seja, pode ser que, mais à frente, o PSOL, federado com a Rede, decida juntar-se a outro projeto, como o do PT, que tem a pré-candidatura do também deputado estadual João Coser.
"Mas, em Vitória, saímos do pleito de 2022 com autoridade eleitoral para apresentar um projeto político para a cidade, uma candidatura. Em 2022, tivemos a maior votação para deputado estadual e federal em Vitória", ressaltou Camila Valadão, em entrevista para a coluna, no domingo (17).
"Está muito cedo para fechar uma estratégia, definir qual a melhor forma de os partidos agirem, se lançando apenas uma candidatura progressista ou várias", ponderou.
"Temos que derrotar a extrema direita, que é o Assumção (pré-candidato pelo PL), e a direita conservadora, que é o Pazolini (atual prefeito, filiado ao Republicanos)", deixou claro.
"A gente pode ter um cenário, que eu acho pouco provável, que é ter Pazolini e Assumção no primeiro turno. Se for assim, pode ser necessário um esforço de unidade do campo progressista", avaliou.
Camila aposta que Capitão Assumção não vai aparecer nas urnas e que o PL, no fim das contas, vai apoiar a reeleição do atual prefeito.
Em 2022, no total, Camila Valadão recebeu 52.221 votos, sendo 16.541 em Vitória. Agora, empolgado com o resultado, o PSOL tem o objetivo de se fortalecer no Espírito Santo.
Já na eleição do ano que vem, o número de vagas de vereador na Capital vai aumentar, de 15 para 21. Também por esse motivo, o partido avalia ser possível passar a ter duas cadeiras na Câmara municipal.
"Queremos chapas viáveis também em Vila, Cariacica e Serra. Tive 11 mil votos para deputada estadual em Vila Velha, por exemplo", observou Camila.
DISPUTA IDELOLÓGICA
Há quem aposte que a eleição de 2024, apesar de municipal, especialmente na Capital, vai repetir o debate ideológico nacional de 2022: esquerda X direta, lulistas X bolsonaristas.
"Temos lado. Somos da esquerda e nos colocamos em oposição a esse projeto da direita de retirada de direitos e ataque às minorias", reafirmou a pré-candidata do PSOL, em referência à atual administração.
Em 2022, a estratégia da disputa ideológica deu certo para aqueles que abraçaram a candidatura de Jair Bolsonaro (PL) ou a de Lula (PT) ao Palácio do Planalto.
O deputado federal mais votado do Espírito Santo foi Helder Salomão (PT) e o segundo mais votado, Gilvan da Federal (PL). Na Assembleia, o PL fez a maior bancada, com cinco deputados, incluindo Capitão Assumção, com uma votação expressiva. O PT, por sua vez, elegeu dois deputados — reelegeu Iriny Lopes e elegeu Coser — dobrando de tamanho, e o PSOL elegeu Camila. 
Na eleição municipal, via de regra, contudo, os eleitores tendem a levar em consideração temas mais afeitos ao dia a dia da cidade.
Como o PSOL não tem experiência no Executivo, no Espírito Santo, é um desafio e tanto para a legenda.
"Temos um projeto para a cidade, queremos construir um debate pensando no melhor modelo de segurança pública, de guarda municipal, de uso de espaços públicos, de educação, e de que maneira os serviços públicos devem funcionar. De que maneira a prefeitura deve tratar os servidores públicos e os conselhos", asseverou Camila.
QUEM ESTÁ NO JOGO
No campo autodeclarado progressista, além da deputada e de Coser, há a pré-candidatura do deputado estadual Tyago Hoffmann (PSB).
Pela direita, há o prefeito Pazolini, embora ele ainda não se declare pré-candidato à reeleição, e Assumção. 
O PSDB tem as pré-candidaturas de Luiz Paulo Vellozo Lucas, Sergio Majeski e Mazinho dos Anjos. Tem que escolher um.
No Cidadania, o nome do ex-prefeito Luciano Rezende é lembrado. O deputado estadual Fabrício Gandini está de malas prontas para sair do partido. Deve, provavelmente, migrar para o PSD. Historicamente, ele é ligado à sigla de centro-esquerda, mas tem feito um movimento eleitoral calculado para migrar para a direita, o que vai ser uma experiência interessante de se observar.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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