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Viagem presidencial

Cancelamento da visita de Lula ao ES resolveu um problema para o Palácio Anchieta

Presidente viria ao estado na sexta-feira (16). O governador Renato Casagrande (PSB) teria que correr contra o tempo para comparecer e ainda havia outra incógnita

Publicado em 14 de Maio de 2025 às 11:37

Públicado em 

14 mai 2025 às 11:37
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Presidente Lula inaugura o Contorno do Mestre Álvaro
Renato Casagrande e Lula em 2023, durante a inauguração do Contorno do Mestre Álvaro, na Serra Crédito: Fernando Madeira
O cancelamento da visita que o presidente Lula (PT) faria ao Espírito Santo na sexta-feira (16) resolveu, indiretamente, um problema para o Palácio Anchieta. O governador Renato Casagrande (PSB) queria encontrar o petista, mas teria que fazer um contorcionismo para tal. O governador está em Nova York, na 14ª edição do Fórum LIDE Brasil, e vai voltar ao estado na sexta, às 9h, pouco antes do horário em que a agenda do presidente da República começaria.
Além da correria, haveria o risco de, por algum imprevisto ou atraso em voo, Casagrande não conseguir chegar a tempo. Neste caso, em tese, caberia ao vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) representar o governo em solenidades ao lado de Lula. 
Ricardo, ao contrário do socialista, contudo, não nutre simpatia pelo petista. Se Casagrande participasse das agendas, certamente o vice não se faria presente. Mesmo na eventual ausência do governador, a participação do vice ainda era uma incógnita.
Na última visita de Lula ao estado, em 2023, Ricardo não apareceu. Casagrande, sim. Na ocasião, o presidente inaugurou o Contorno do Mestre Álvaro, na Serra.
Desta vez, ele iria entregar unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, em Linhares, à tarde. Pela manhã, era esperado que fosse a comunidades quilombolas, em São Mateus.
Estava tudo certo para a viagem do presidente, que constava na agenda oficial. Parte da equipe dele já havia chegado a Linhares.
Na manhã desta terça-feira (14), contudo, o Palácio Anchieta foi informado sobre o cancelamento. É que Lula vai ao velório do ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica.
Casagrande é um homem de centro-esquerda, quadro histórico do PSB, partido que abriga também o vice-presidente da República Geraldo Alckmin.
Embora não tenha feito, de fato, campanha para Lula em 2022, tem mais afinidade com o presidente e com o PT do que Ricardo jamais teve.
O vice é um político de centro-direita, foi por anos filiado ao PSDB, partido que, historicamente, antagonizou o PT.
Agora, preside o MDB estadual. A sigla faz parte da base aliada a Lula, mas é menos governista, por exemplo, que o PSB.
Desde o início deste ano, Ricardo tem sido presença constante em solenidades e eventos do Palácio Anchieta e de municípios diversos.
Ele é a principal aposta do grupo de Casagrande para as eleições de 2026 e tenta se viabilizar como candidato ao Palácio Anchieta.
A aliança casagrandista é ampla, vai dos bolsonaristas do PP ao próprio PT.
O vice, ao menos até agora, não faz o discurso do "nós contra eles", não insufla a polarização política nacional, mas tampouco se mostra tão flexível quanto o governador.
Ricardo também dá alguns sinais, mais ou menos sutis, para o eleitorado de direita. 
No último dia 30, por exemplo, publicou no Instagram que entre as coisas "que a gente não abre mão na vida" estão a camisa verde-amarela da Seleção Brasileira e a camisa azul, o segundo uniforme do time.
No post ele ainda citou "cuidar da família" e "ser fiel a Deus".
"Família" e "Deus" já viraram bordões da direita.
Em relação à questão futebolística, como se sabe, circularam nas redes sociais imagens de uma camisa vermelha, que seria fabricada pela Nike e substituiria a azul.
Vermelho é a cor do PT e de diversos movimentos que se opõem ao bolsonarismo e à direita. Estes, por outro lado, usam o verde e o amarelo, especialmente a camisa da Seleção, como símbolo.
Então essa história deu o que falar.
TERCEIRA VEZ
Esta era a única visita oficialmente programada de Lula ao Espírito Santo em 2025. Mas outras duas foram frustradas. Em fevereiro, o próprio presidente disse que viria ao estado. A expectativa é que isso ocorresse logo após o Carnaval, o que não se concretizou.
Depois, a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República informou a deputados federais do PT capixaba sobre uma possível visita de Lula a Linhares, para a entrega das unidades do Minha Casa, Minha Vida, no último dia 2. Mas, mais uma vez, a agenda não se confirmou. 

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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