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Eleições 2024

Capitão Assumção candidato em Vitória: críticas a Pazolini e até às Olimpíadas

Em convenção, PL homologou candidatura a prefeito da Capital, apresentou a vice na chapa e antecipou parte do discurso de campanha

Publicado em 27 de Julho de 2024 às 15:04

Públicado em 

27 jul 2024 às 15:04
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Magno Malta, Capitão Assumão, Mayra Marcarini, Lucas Polese, Danilo Bahiense e Igor Elson
Magno Malta, Capitão Assumão, Mayra Marcarini, Lucas Polese, Danilo Bahiense e Igor Elson Crédito: Letícia Gonçalves
O deputado estadual Capitão Assumção chegou à convenção do PL, neste sábado (27), usando uma camiseta com os dizeres: "Cadê a paz? Onde foi parar a igualdade?", numa clara provocação ao slogan de campanha de 2020 do prefeito da Capital, Lorenzo Pazolini (Republicanos), "Paz e Igualdade". Assumção foi confirmado pelo Partido Liberal como candidato à chefia do Executivo municipal.
O parlamentar, ao chegar ao evento, concedeu a primeira entrevista sobre as eleições de 2024. Respondeu a questões relativas à campanha, à administração municipal e até sobre o relacionamento com o governo Renato Casagrande (PSB), ao qual faz oposição.
O tom da convenção, coprotagonizada pelo senador Magno Malta, presidente estadual do PL, entretanto, foi bem além dos limites de Vitória, chegando a Paris, na França.
Mas vamos nos ater, primeiro, às respostas de Assumção aos questionamentos da imprensa.
"Ficamos quatro anos ao relento, sem planejamento estratégico. A cidade precisa ser pensada para pelo menos 30 anos. Segurança Pública vai ser um dos temas da campanha, inclusive, é uma das razões desta camisa emblemática. Vitória não pode ser dominada pelo tráfico. Precisamos cuidar das nossas crianças e dos jovens, as pessoas que não estudam e nem trabalham", afirmou o deputado.
"Nenhum prefeito pode recusar apoio de governo do estado. Uma coisa é pauta que você, como parlamentar, defende. Outra coisa é gestor público municipal recusar apoio do governador. Eu jamais faria isso", em mais uma alfinetada a Pazolini que, ao menos nos primeiros anos de mandato, fez oposição a Casagrande.
A entrevista de Assumção foi a primeira que o deputado concedeu desde o final de 2022, pois está sob restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O parlamentar é investigado no Inquérito das Fake News e usa tornozeleira eletrônica, por exemplo. É acusado pelo Ministério Público Estadual (MPES) de integrar uma "milícia digital" com o objetivo de desestabilizar as instituições da República.
Em tese, ele não poderia falar com a imprensa. Integrantes da equipe do candidato entendem, porém, que, como ele não está com os direitos políticos suspensos e disputa legalmente a Prefeitura de Vitória, sob o prisma da legislação eleitoral pode, sim, manifestar-se sobre assuntos relativos à campanha.
Em um telão, foram exibidas imagens da prisão e da soltura de Assumção, em março deste ano. Ele ficou detido no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, em Maruípe, por descumprir ordens do Supremo. 
SEM "INDELICADEZA"
Ao discursar, na convenção, Assumção apresentou a vice na chapa, a soldado da Polícia Militar Mayra Marcarini. O deputado aproveitou, para, mais uma vez, provocar Pazolini.
Em 2020, o atual prefeito escolheu como vice também uma PM, Capitã Estéfane, mas logo depois os dois romperam politicamente. Um episódio que chamou a atenção foi quando Pazolini retirou o microfone das mãos da vice-prefeita em um evento público, impedindo-a de discursar.
"Você (Mayra) jamais verá uma indelicadeza da minha parte. Mulher não nasceu para ser desrespeitada, humilhada", prometeu Assumção. "Você estará comigo, enfrentando os desafios juntos", complementou.
Ainda na toada de disparar petardos contra o atual prefeito, Capitão Assumção passou ao tema da política nacional:
"O prefeito de Vitória virou as costas para Bolsonaro. Não admitimos covardes"
Capitão Assumção (PL) - Candidato a prefeito de Vitória
E aí mergulhou na cartilha bolsonarista, sustentou que "estamos numa guerra espiritual".
Mas nada se compara ao discurso feito por Magno Malta, que falou à plateia antes do candidato a prefeito. O senador decidiu atacar, vejam só, a abertura dos jogos olímpicos de 2024. A cerimônia, realizada na sexta (26), foi marcada pela diversidade.
Magno avaliou que a apresentação foi uma afronta aos cristãos e teorizou que "a França é quase todo um país muçulmano". No censo francês não se pergunta aos habitantes qual religião eles professam. Enquanto isso, uma atleta francesa muçulmana, Sounkamba Sylla, de 26 anos, corredora dos 400 metros rasos, foi proibida de usar véu na mesma abertura dos jogos olímpicos.
"A proibição de 'símbolos religiosos ostensivos' nas delegações esportivas francesas foi uma decisão da ministra francesa dos Esportes e dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Amélie Oudéa-Castéra, em nome da neutralidade e do Estado laico", como registra reportagem da Folha de S.Paulo.
Em resumo, o presidente estadual do PL pouco mencionou a disputa pela Prefeitura de Vitória.
Ele exortou que eleitores contra o aborto votem em vereadores contrários ao aborto, embora parlamentares municipais não possam legislar sobre isso; sustentou que "o Brasil hoje é uma ditadura", mas chamou a convenção partidária de "grande festa democrática" e reforçou: "Nossa grande luta será a anistia a Jair Bolsonaro".
Não foi exibido nem um vídeo de Bolsonaro em apoio à candidatura de Capitão Assumção, mas o deputado estadual afirmou esperar que o ex-presidente da República participe da campanha na capital do Espírito Santo, em algum momento.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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