Como a coluna mostrou, após o anúncio da parceria, a dúvida é se Contarato vai pedir votos para o governador, ou se vai se dedicar apenas à campanha do ex-presidente
Lula, na qual deve ter um papel a desempenhar.
Nesta quarta-feira (20), o governador e o senador vão se encontrar pela primeira vez desde que a aliança entre os partidos dos dois foi firmada.
Questionado sobre se espera que Contarato peça votos para ele, o socialista não titubeou: "Lógico".
"Acho que já está implícito isso (Contarato participar da campanha de Casagrande). Não precisa pedir, mas pedirei, tratarei do assunto com ele. Como o PT vai estar comigo, a minha avaliação é que o PT é um partido disciplinado e isso já está implícito na decisão tomada pelo PT", complementou o governador.
Ainda antes da entrada do PT no rol de alianças de Casagrande, Contarato preferiu não dizer como se comportaria em relação a pedir votos para a reeleição do atual chefe do Executivo estadual.
Petistas e socialistas, no entanto, têm um histórico de alianças. O próprio Casagrande foi vice do único governador eleito pelo PT no Espírito Santo, Vitor Buaiz, de 1995 a 1999 (em dado momento, Buaiz migrou para o PV).
Eleito senador em 2006, o socialista teve como primeira suplente uma petista, Ana Rita Esgário, que ficou com a cadeira quando Casagrande tornou-se governador, a partir de 2011.
E nesse primeiro mandato (2011-2014), o vice dele foi Givaldo Vieira, então filiado ao PT.
Houve certo afastamento na atual gestão. Em 2018, a atual presidente estadual do PT, Jackeline Rocha, disputou o governo contra Casagrande.
Ainda assim, em 2020, no segundo turno da disputa pela Prefeitura de Vitória entre o delegado
Lorenzo Pazolini (Republicanos) e o ex-prefeito
João Coser (PT), o Palácio trabalhou a favor deste último. Mas Pazolini levou a melhor.
Coser apareceu recentemente ao lado do governador, ainda antes da declaração pública de que o PT vai integrar a coligação do socialista, em evento na Rodovia das Paneleiras.