Quem o governador Renato Casagrande (PSB) vai apoiar como candidato ao Palácio Anchieta em 2026? Para alguns aliados do socialista, o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) é a resposta óbvia. O próprio Casagrande,
em entrevista à Rádio CBN Vitória, nesta quinta-feira (19), entretanto, frisou que há mais de uma possibilidade.
Ricardo seria o candidato "natural" se o governador deixar o comando do Executivo estadual em abril de 2026 para disputar o Senado. O emedebista, assim, assumiria o governo e ganharia mais visibilidade, o que o impulsionaria na busca pela reeleição, a depender do humor dos eleitores.
"Se for preciso ficar, para organizar a sucessão, eu fico no governo (até dezembro de 2026). Se for preciso, vou para a candidatura ao Senado, se as coisas estiverem organizadas", afirmou Casagrande.
Até aí, nenhuma novidade.
"Se eu sair para me candidatar ao Senado, quem assume o governo é o Ricardo. Ele vira um candidato natural", admitiu.
"(O vice-governador) tem me ajudado muito no governo, conhece a administração pública, tem boas relações aqui em Brasília. Agora, isso é lá na frente. Ele não está ansioso com isso e nós não estamos ansiosos", ponderou o governador.
"Temos outras lideranças do nosso movimento político: Vidigal, Arnaldinho, Euclério. Temos jogadores em condições de entrar em campo, não tem necessidade de fecharmos nomes agora", listou.
O nome de Vidigal também é especulado como um possível candidato ao Senado em 2026, afinal, duas vagas vão estar em disputa e o pedetista vai estar na planície, sem mandato.
O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), ao menos durante a campanha à reeleição, em 2024,
descartou concorrer ao Palácio Anchieta, já que, para isso, teria que deixar o mandato na cidade canela-verde pela metade.
Euclério Sampaio (MDB), prefeito de Cariacica, outro reeleito, também teria que abrir mão da administração do município para disputar o governo.
Em comum, os três prefeitos são aliadíssimos de Casagrande.