O governador do Espírito Santo, sempre que questionado, diz que somente vai decidir o destino eleitoral “no ano que vem”, mas em conversa com a coluna já cravou que, candidato à cadeira hoje ocupada por
Jair Bolsonaro (sem partido) não vai ser.
“O PSB pediu para eu ser candidato. Eu disse ao partido: ‘olha, tem muito candidato’, é pandemia, não vou poder andar o país. Agradeci ao partido, mas já declinei”, afirmou, ainda no último dia 31.
Casagrande acredita que uma terceira via, como é chamada uma candidatura que não seja a de Bolsonaro nem a do ex-presidente
Lula (PT), é viável eleitoralmente para 2022, mas ele mesmo não o será.
“ (A terceira via) tem viabilidade eleitoral, depende de como os candidatos vão conseguir se organizar, para ter um número menor de candidatos”, avaliou.
Faltando mais de um ano para as eleições, somente podemos trabalhar no campo das hipóteses. A coluna questionou, então, como Casagrande se posicionaria num eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro.
O socialista é crítico frequente do governo federal, principalmente em relação à condução da crise sanitária provocada pela Covid-19, e já conversou com Lula. O governador é secretário-geral do PSB nacional e pontualmente participa dos debates da cúpula com outros atores políticos.
O Espírito Santo, pode-se afirmar sem medo de errar, ainda que não tenhamos uma recente pesquisa de opinião, tem um forte sentimento anti-PT, embora também tenha crescido a rejeição a Bolsonaro.
Sabendo disso, Casagrande fez da pomba, símbolo do PSB, um tucano e, à antiga moda do PSDB, ficou em cima do muro:
“É muito ruim eu fazer uma manifestação com essa antecedência, é antecipar problemas, tá certo?”, respondeu.