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Eleições 2024

Casagrande sobre eleição em Vitória: "Se o governo for atacado, sou obrigado a entrar"

A chance de a gestão estadual virar alvo de algum candidato em meio à campanha municipal, entretanto, é baixa. Veja a análise da coluna

Publicado em 07 de Setembro de 2024 às 12:28

Públicado em 

07 set 2024 às 12:28
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Governador Ricardo Casagrande durante o desfile do 7 de setembro
Governador Renato Casagrande durante o desfile de Sete de Setembro, no Centro de Vitória Crédito: Ricardo Medeiros
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), lidera a corrida pelo comando do Executivo municipal em 2024. Candidato à reeleição, ele apareceu na pesquisa Quaest realizada a pedido da TV Gazeta com 51% das intenções de voto e, assim, pode vencer já no primeiro turno. O governador Renato Casagrande (PSB) tem dois aliados no páreo, os ex-prefeitos João Coser (PT) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), mas não atua diretamente em prol de nenhum deles. 
Coser, como a coluna apurou, nos bastidores, não está nada contente com a falta de posicionamento do governador e com o fato de o PSB integrar a coligação de Luiz Paulo. O tucano, por outro lado, defendeu, em entrevista para A Gazeta e CBN Vitória, que Casagrande não use o poder que tem para interferir na eleição municipal. Mas o que o governador vai fazer, afinal?
O chefe do Executivo estadual afirmou à coluna, com exclusividade, neste sábado (7), o seguinte: "Quero ter comigo a liberdade de entrar ou não na eleição. Não vou tomar uma decisão antes da hora, vou observando o processo eleitoral (...) faltam 30 dias ainda (para o dia da votação no primeiro turno)".
" Se o governo (estadual) estiver (sendo) atacado, se o governo for atingido de alguma maneira, eu sou obrigado a entrar. Se o governo for protegido, preservado, eu posso ir observando"
Renato Casagrande (PSB) - Governador do Espírito Santo
O governador não cravou se vai ou não interceder por algum candidato a prefeito de Vitória ainda no primeiro turno, mas pode nem haver um segundo turno. "Aí é uma decisão do eleitor", ponderou. "A posição do governador é uma posição que precisa preservar o governo", acrescentou Casagrande.
É improvável que algum candidato a prefeito de Vitória faça ataques ao governo estadual em meio à campanha municipal. Logo, podemos concluir que é improvável também a participação direta do governador no pleito, se este for mesmo o fator definitivo para a decisão.
Vejamos: nem o deputado estadual Capitão Assumção (PL), que é declaradamente opositor de Casagrande, tem criticado o Palácio Anchieta. Aliás, ao contrário, ele já afirmou que, se eleito, teria uma relação institucional e respeitosa com o governo estadual.
Pazolini, que nos dois primeiros anos de mandato, também se colocou na oposição a Casagrande e, hoje, é distante politicamente do governador, também não parece disposto a criticar a gestão estadual. O prefeito, aliás, tem evitado se manifestar sobre qualquer tema minimamente espinhoso.
Outro fator que leva a crer que o governo estadual vai ser "protegido, preservado", na campanha pela Prefeitura de Vitória, como quer Casagrande, é que, de acordo com a pesquisa Quaest, 61% dos eleitores da Capital avaliam a gestão estadual positivamente. 
Ou seja, estrategicamente, nem seria interessante para um candidato atacar o governo.
O PODER DO GOVERNADOR
Agora, voltemos às declarações de Luiz Paulo: ao afirmar que o governador não deve usar o poder conferido pela máquina estadual para interferir em eleições, o tucano nos leva a crer, então, que o chefe do Executivo age mal ao apoiar abertamente outros candidatos, como faz em Vila Velha e Cariacica, onde está ao lado dos prefeitos Arnaldinho Borgo (Podemos) e Euclério Sampaio (MDB), respectivamente.
Casagrande, contudo, não se sentiu criticado: "Compreendi como uma manifestação de elegância da parte dele (Luiz Paulo)".
O governador sustentou, na entrevista à coluna, que ao subir nos palanques de Arnaldinho e Euclério apenas confirmou uma posição que já era conhecida publicamente.
A ESTRATÉGIA DOS CASAGRANDISTAS
Nos bastidores, emissários de Casagrande querem é o fortalecimento de todos os candidatos no primeiro turno, com exceção de Pazolini, para garantir que haja segundo turno em Vitória.
O prefeito da Capital, se reeleito com ampla vantagem em 2024, torna-se um virtual candidato ao governo do estado em 2026. E isso vai de encontro aos planos dos casagrandistas.
O governador não vai tentar a reeleição daqui a dois anos, pois não pode, já está no segundo mandato consecutivo. Mas vai apoiar algum nome, tentar fazer o sucessor.
É preciso lembrar também que é muito mais confortável para Casagrande apoiar Arnaldinho e Euclério, que lideram com folga a corrida eleitoral em suas cidades, do que abraçar uma candidatura em Vitória, onde a chance de derrota é maior.
O mesmo vale para a eleição na Serra. O governador já declarou apoio a Weverson Meireles (PDT), mas não entrou, digamos, de corpo e alma, na campanha do pedetista. Weverson está em terceiro lugar no pleito e corta um dobrado para garantir uma vaga no segundo turno.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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