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Novo mandato

Casagrande vai dividir supersecretaria no ES

Governador reeleito do ES afirmou à coluna que o martelo já foi batido. Outro desmembramento em estudo é o do DER

Publicado em 19 de Novembro de 2022 às 02:10

Públicado em 

19 nov 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Governador Renato Casagrande no Pedra Azul Summit
Governador Renato Casagrande no Pedra Azul Summit Crédito: Fernando Madeira
A coluna mostrou, no último dia 3, que o governador reeleito Renato Casagrande (PSB) avaliava desmembrar a supersecretaria de Tecnologia, Inovação, Educação Profissional e Desenvolvimento Econômico (Sectides).
Agora, o martelo já foi batido. Casagrande afirmou à coluna, nesta sexta-feira (18), que vai enviar um projeto de lei à Assembleia Legislativa para separar as áreas de Desenvolvimento Econômico e Ciência e Tecnologia, aos moldes do que ocorria antes de junho do ano passado.
O próprio governador, na época, decidiu fundir as pastas. O comando da Sectides foi entregue a Tyago Hoffmann (PSB), um dos integrantes do primeiro escalão mais próximos ao chefe do Executivo estadual.
Hoffmann deixou o cargo em março para disputar as eleições. A partir de fevereiro, vai ser deputado estadual.
"Vou mandar o projeto de lei fazendo a separação da secretaria. Ficou uma secretaria com muitas atividades, muito pesada (...) E a Secretaria de Desenvolvimento depende muito de articulação com empresas, com a sociedade. Precisa ter uma equipe voltada exclusivamente para isso", justificou, desta vez, o governador.
O fato de Hoffmann ter sido um supersecretário irritou até mesmo integrantes da base do socialista na Assembleia. Ele não mencionou isso ao falar com a coluna, mas é um fato.
Questionado sobre quem vai ser o futuro secretário ou futura secretária de Desenvolvimento Econômico, Casagrande preferiu não citar nomes. Ele já disse mais de uma vez que vai tratar da construção da equipe apenas em dezembro.
"O perfil (da chefia da pasta) vai ser de uma pessoa que tenha uma visão de desenvolvimento nova, que incorpore inovação na economia tradicional, mas que a gente atraia empresas de base tecnológica", adiantou.
Já para a Ciência e Tecnologia, o deputado federal não reeleito Felipe Rigoni (União Brasil) é um dos cotados, o que o governador não confirma nem descarta.
"O Felipe foi um parceiro nosso no primeiro e no segundo turno. Não abrimos essa conversa, não sei qual é o projeto do Felipe Rigoni, mas é um assunto que a gente vai tratar", comentou, brevemente.
O deputado federal saiu abertamente em defesa do governador na segunda etapa do pleito. Coube a ele, por exemplo, trazer à tona a filiação do adversário do socialista, Manato (PL), à Scuderie Le Cocq.
O candidato do PL afirmou diversas vezes que não participou de atividades criminosas no grupo de extermínio que, segundo ele, também fazia filantropia. O ex-procurador da República Henrique Herkenhoff veio a público garantir que Manato nem sequer foi processado.
Casagrande participou, nesta sexta, do Pedra Azul Summit, evento da Rede Gazeta que reúne lideranças empresariais e políticas. Aliás, ao chegar foi abordado por uma apoiadora com um pedido inusitado: que ele nomeie Rigoni secretário estadual de Educação.
A pasta hoje é comandada por Vitor de Angelo, cientista político e professor universitário. De Angelo coordenou a campanha à reeleição do governador.
Um aliado de Casagrande dá como certa a entrada de Rigoni no primeiro escalão do governo a partir do ano que vem. Já o atual secretário de Educação, apesar de bem avaliado pelo chefe, pode permanecer no cargo ou ser realocado em outra função na administração. 
OUTRO DESMEMBRAMENTO
Em 2019, o governador enviou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que extinguiu o Instituto de Obras Públicas do Estado (Iopes) e transformou o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-ES) em Departamento de Edificações e de Rodovias do Estado do Espírito Santo.
A sigla DER-ES permaneceu. O órgão fundido, sob o comando de Luiz Cesar Maretto, passou a cuidar das rodovias e de todas as demais obras públicas.
O futuro governo, capitaneado pelo mesmo Casagrande, pode desfazer mais essa fusão. Isso, de acordo com Casagrande, ainda não está definido. 

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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