"Casagrande vai ser, sim, nosso candidato ao Senado", diz presidente do PSB-ES
Eleições 2026
"Casagrande vai ser, sim, nosso candidato ao Senado", diz presidente do PSB-ES
Alberto Gavini foi reeleito para comandar o partido em evento que contou com a presença do futuro presidente nacional da sigla, João Campos
Publicado em 25 de Abril de 2025 às 03:10
Públicado em
25 abr 2025 às 03:10
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Alberto Gavini, João Campos, Renato Casagrande e Ricardo Ferraço no congresso estadual do PSB, na última quarta-feira (24)Crédito: Divulgação/PSB
O presidente do PSB no Espírito Santo, Alberto Gavini, foi reeleito na quarta-feira (23) para comandar a sigla por mais três anos. É ele que vai estar à frente do partido do governador Renato Casagrande, portanto, durante as eleições de 2026.
O PSB tem planos ambiciosos para o pleito e prepara-se desde já. Um dos objetivos é eleger Casagrande senador.
O governador, ao menos publicamente, diz que ainda não decidiu se vai mesmo se candidatar ao cargo. Mas Gavini trata isso como algo definido: "Ele vai, sim, ser nosso candidato ao Senado, já está tudo encaminhado".
A reeleição de Gavini ocorreu no congresso estadual do PSB, em Vitória, que contou com a presença do prefeito de Recife, João Campos.
O político de 31 anos tem se destacado, é chamado até de "presidenciável", embora ainda não tenha idade para concorrer ao Palácio do Planalto (é preciso ter ao menos 35 anos). Também é conhecido por ser namorado da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).
"Ah, mas o que isso tem a ver?", você pensou, leitor, eu sei. Ora, é reparação histórica. Mulheres são sempre lembradas como namoradas/esposas de alguém, mesmo que sejam bem sucedidas profissionalmente.
Mas voltemos ao tema desta coluna.
João Campos vai ser eleito, no final de maio, presidente nacional do PSB. Mesma ocasião em que Casagrande deve ser reconduzido como secretário-geral.
Em Vitória, o prefeito de Recife enalteceu o governador do Espírito Santo e afirmou que o estado pode "contribuir" para o aumento da bancada do partido no Senado. Ou seja, o PSB nacional também aposta que Casagrande vai concorrer ao cargo.
Gavini ressaltou, em entrevista à coluna, que o apoio da cúpula partidária apenas reforça a intenção de garantir que o governador exerça, a partir de 2027, oito anos de mandato em Brasília.
"Casagrande é e vai continuar a ser secretário-geral do partido, vai estar ao lado de João Campos no comando do PSB nacional. O partido tem uma estrutura forte, o que dá segurança para quem vai se candidatar", afirmou o presidente estadual.
O APOIO A RICARDO
Para disputar o Senado, Casagrande teria que renunciar ao mandato no Palácio Anchieta, no máximo, em abril do ano que vem. O vice, Ricardo Ferraço (MDB), assumiria as rédeas da administração estadual até dezembro de 2026.
Ricardo, por sua vez, é o nome do grupo do governador para concorrer ao comando do Executivo e já conta com o apoio do PSB para tal.
O vice-governador compareceu ao congresso estadual dos socialistas e lá foi chamado de "futuro governador".
As chances de Ricardo ser oficialmente lançado candidato ao Palácio aumentam bastante se Casagrande disputar o Senado, pois o vice, alçado a titular, seria o candidato natural à sucessão.
É o que o próprio Casagrande avalia. Mas o governador também trabalha com planos B e C. Não à toa, já citou outros aliados como possíveis candidatos ao governo, como os prefeitos de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (sem partido), e de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), além do ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT).
O apoio do PSB a Ricardo, portanto, é definitivo ou pode mudar?
"Hoje, o apoio ao Ricardo é definitivo, mas o futuro a Deus pertence"
Alberto Gavini - Presidente estadual do PSB
O presidente estadual do PSB reforçou que o partido vai seguir as orientações de Casagrande em relação à disputa estadual.
O governador é a principal liderança do partido no estado.
METAS
Além dos cargos de governador e senador, cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados vão estar em jogo em 2026.
"Queremos eleger, no mínimo, quatro deputados estaduais, dois federais e um senador, o governador Renato Casagrande", resumiu Gavini.
O fato de estar à frente do governo estadual pela terceira vez (com Casagrande), basicamente, é o que dá força ao partido no Espírito Santo.
A legenda, entretanto, perdeu tamanho no cenário nacional, apesar de ter a vice-presidência da República (com Geraldo Alckmin). Passou de 24 para 14 deputados federais após as eleições de 2022, por exemplo.
No Senado, a sigla possui quatro representantes, entre as 81 cadeiras.
A CÚPULA ESTADUAL
Entre os 16 nomes eleitos na quarta para integrar a cúpula do PSB-ES estão, além de Alberto Gavini na presidência: Tyago Hoffmann e Paulo Folletto (vice-presidentes); Paulo Meneguelli (secretário-geral); Flávia Cisne (primeira secretária) e Paulo Brusque (tesoureiro).
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.