Com prazos batendo à porta, veja o que falta definir na corrida eleitoral no ES
Eleições 2022
Com prazos batendo à porta, veja o que falta definir na corrida eleitoral no ES
Tem candidato ao governo sem vice na chapa e incógnitas sobre apoios partidários
Publicado em 02 de Agosto de 2022 às 02:10
Públicado em
02 ago 2022 às 02:10
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Novo modelo de urna eletrônica, a ser utilizado em 2022Crédito: Abdias Pinheiro/TSE
Faltando poucos dias para o fim dos prazos de realização de convenções partidárias (5 de agosto) e de registro de candidaturas (15 de agosto), algumas indefinições ainda pairam no cenário eleitoral do Espírito Santo.
Três candidatos ao Palácio Anchieta seguem sem vice na chapa e dois titubeiam quanto à corrida ao Senado. É de praxe deixar para a última hora algumas amarrações, à espera de acordos até então improváveis.
O fim das coligações para a eleição de deputados estaduais e federais reduziu um pouco a incerteza do quadro, já que não é preciso formar "pernas", coligações para apenas esses cargos dentro das alianças maiores, e tentar conciliar diversos interesses paroquiais.
Cada partido teve que se virar para encontrar candidatos a serem lançados ao parlamento, apesar de postulantes ao governo terem ajudado os aliados, até como forma de mantê-los por perto.
É um trio de veteranos. Eles se mostraram entrosados na convenção, um apoiando e pedindo votos para os outros.
Casagrande apostou em prometer "inovação", apesar de estar em busca do terceiro mandato; Rose apelou contra "o retrocesso no Senado Federal" e "o atraso político".
Ultimamente, ela tem mandado indiretas para o ex-senador Magno Malta (PL), seu principal adversário, mas sustenta não ter se referido a ele.
Ricardo, por sua vez, fez um discurso protocolar e elogiou a emedebista que, segundo ele, "tem um mandato que não se limita ao jogo de palavras".
A indefinição aqui é quanto à suplência de Rose. Cada candidato ao Senado tem que ter dois suplentes. Ela não revelou nenhum, mas disse que já se decidiu.
FALTA O VICE
Assim como Ricardo, Magno perdeu a cadeira no Senado na eleição de 2018. Agora, o cantor gospel quer retomar o cargo. Presidente estadual do PL, partido de Jair Bolsonaro, ele conta com o apoio do comandante do Palácio do Planalto para chegar lá.
O ex-senador integra a chapa do ex-deputado federal Carlos Manato (PL), candidato ao governo do estado, também com apoio de Bolsonaro.
Falta definir quem vai ser o vice de Manato. Por enquanto, apenas o PTB integra a aliança com o PL.
A questão é saber se o Republicanos vai ficar neutro mesmo na eleição para o governo do estado ou apoiar alguém oficialmente. Os filiados estão livres, por enquanto, para decidir quem endossar.
VICE E SENADO EM INCÓGNITA
A convenção conjunta da Rede e do Psol, no sábado, não contou com participantes da cúpula dos psolistas que, federados com a Rede, não vão pedir votos para o ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede) por falta de afinidade ideológica.
Ainda não se sabe quem vai ser o vice na chapa.
Gilbertinho Campos, do Psol, foi confirmado ao Senado, mas Audifax disse que ele é "o nome da federação", mas ainda vai surgir "um nome da coligação", formada também pelo Solidariedade.
O ex-secretário da Fazenda da Prefeitura de Vitória Aridelmo Teixeira (Novo) vai de chapa puro-sangue. Ele anunciou a vice ainda em junho. Trata-se da comunicóloga Camila Domingues, do mesmo partido.
Os dois foram homologados em convenção no sábado. O Novo não vai lançar candidato ao Senado e nem coligar com ninguém para o governo.
No extremo oposto ideológico, o PSTU também vai de chapa puro-sangue.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.