Curtas políticas: As câmeras nas fardas de PMs do ES vêm aí
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Curtas políticas: As câmeras nas fardas de PMs do ES vêm aí
Veja também: é bom ficar de olho no uso de carros oficiais em ano eleitoral; Max Filho ganha poder no PSDB; o que pré-candidato do PL a prefeito da Serra diz sobre antigo aliado
Publicado em 01 de Maio de 2024 às 02:10
Públicado em
01 mai 2024 às 02:10
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Câmera acoplada a farda de PM de São PauloCrédito: Divulgação/Governo de SP
A decisão está mantida, mas os equipamentos ainda não foram comprados. De acordo com o secretário estadual de Segurança Pública, Eugênio Ricas, está em curso a fase de pesquisa de preços.
Mas o governo federal vai ajudar. Ainda segundo Ricas, o Ministério da Justiça vai publicar uma ata, a ser aderida pelos estados. Dessa forma, todas as unidades da federação interessadas em adquirir câmeras corporais fariam isso ao mesmo tempo, o que, em tese, reduziria os gastos.
Além disso, a medida padronizaria os aparelhos utilizados.
O titular da Sesp contou que ouviu do secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, que a ata do governo federal vai ser publicada, com certeza, mas não há data para isso.
Ou seja, as câmeras corporais vêm aí, só não se sabe quando.
Não é possível haver câmeras em todos os lugares o tempo todo, logo, às vezes cabe ao cidadão mesmo fiscalizar. Isso ocorre, por exemplo, em relação aos carros oficiais.
Os veículos de propriedade do poder público são de uso exclusivo em serviço e não podem, de forma alguma, ser utilizados para atos de campanha.
É preciso ficar de olho nisso em 2024, em que a população vai às urnas para escolher prefeitos e vereadores, uma eleição pulverizada, que perpassa os rincões do território capixaba.
Para saber que o carro é oficial, entretanto, é preciso que ele esteja identificado como tal. É só colar um adesivo.
Já no governo estadual as coisas podem melhorar, se a Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger) seguir o que diz uma notificação recomendatória do Ministério Público de Contas do Espírito Santo (MPC-ES).
O órgão, que atua no Tribunal de Contas (TCES), sugeriu que a Seger atualize, imediatamente, as regras sobre carros que pertencem ao governo. Para o MPC-ES, tem muito veículo sem identificação circulando por aí.
Na notificação, assinada pelo procurador de Contas Luciano Vieira em abril, o MPC registrou que há dispensa "excessivamente ampla" da obrigação de identificar os carros utilizados por "todos os secretários, subsecretários e cargos de hierarquia equivalente (como dirigentes de autarquias e fundações)".
E que isso "menospreza os princípios da publicidade, da transparência e do controle social".
"MEDIDA EXCEPCIONALÍSSIMA"
O MPC-ES quer que "a permissão de desidentificação de veículos oficiais seja medida excepcionalíssima", "restrita àqueles utilizados em atividades perigosas e/ou sigilosas" por dirigentes de órgãos específicos, como o secretário de Justiça, o secretário de Segurança Pública, o diretor-geral do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases), o chefe da Polícia Civil e o comandante-geral da Polícia Militar.
Depois de passar a controlar o PSDB de Vila Velha, o ex-prefeito Max Filho ganhou ainda mais moral. Agora, ele integra o colegiado da federação formada por PSDB e Cidadania no estado.
Audifax, por sua vez, está no páreo e deve enfrentar, nas urnas, um ex-secretário municipal. Igor Elson (PL) comandou três pastas na gestão do ex-prefeito. Os dois eram aliados políticos.
"Sou um técnico, um gestor, ajudei a transformar a cidade. Ele (Audifax) é meu adversário, não meu inimigo", afirmou o pré-candidato do PL.
Coincidentemente ou não, o ex-prefeito, pré-candidato pelo PP, sempre destaca ser "um gestor". Igor Elson aprendeu com o ex-chefe.
Igor Elson, vereador da Serra desde 2021, ingressou na vida pública, porém, pelas mãos de outro tradicional político do Espírito Santo, o senador Magno Malta (PL).
Em 2001, por exemplo, o pré-candidato a prefeito do Partido Liberal era filiado ao PR, antigo nome do PL. A legenda sempre foi feudo de Magno no estado.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.