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Curtas políticas: Quem Capitã Estéfane vai apoiar para a Prefeitura de Vitória?

Veja também: advogado do ES disputa vaga no TRF-2; Audifax multado por propaganda negativa; "candidato a vice" recusado por Arnaldinho republica post sobre "traição"; Muribeca é bolsonarista?; o que Pazolini diz sobre Magno Malta

Publicado em 03 de Agosto de 2024 às 02:10

Públicado em 

03 ago 2024 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Capitã Estéfane, vice de Lorenzo Pazolini, prefeito eleito de Vitória
Capitã Estéfane (Podemos), vice-prefeita de Vitória Crédito: Carlos Alberto Silva
Vice-prefeita de Vitória, Capitã Estéfane (Podemos) desistiu de disputar o comando do Executivo municipal em 2024 e vai ser candidata a vereadora. O Podemos, como a coluna revelou com exclusividade, não vai apoiar nenhum dos nomes que concorrem à prefeitura da Capital.
O partido, entretanto, não proibiu que os postulantes a vagas na Câmara Municipal escolham alguém para endossar. E Estéfane avalia fazer isso.
"Não temos dificuldade de dialogar (com candidatos a prefeito). O Podemos não proibiu, vai da liberdade de cada um", afirmou a vice-prefeita à coluna, na noite de sexta-feira (2).
Ela, entretanto, ainda não decidiu em qual palanque vai subir.
Questionada se descarta apoiar algum dos candidatos, especificamente, respondeu que "o Podemos é um partido de centro-direita. Conversamos e respeitamos outros partidos e candidatos, mas seria difícil fazer associação com candidaturas posicionadas mais à esquerda".
É um indicativo de que, com os deputados estaduais João Coser (PT) e Camila Valadão (PSOL) ela não deve ficar. 
Mas pedir votos para o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), candidato à reeleição, é que não vai. 
"Difícil a gente caminhar junto depois de tudo que aconteceu, mas estou focada na minha caminhada", pontuou Capitã Estéfane. Como se sabe, a vice e o chefe do Executivo municipal são rompidos politicamente.
Capitã Estéfane, quando ainda era pré-candidata a prefeita, compareceu à convenção do PSDB de Vitória, que confirmou a candidatura de Luiz Paulo Vellozo Lucas.
REPRESENTATIVIDADE
A Câmara de Vitória, na atual legislatura, não é o ambiente mais saudável para uma mulher parlamentar. Até 2022, havia duas representantes femininas na Casa, Camila Valadão (PSOL) e Karla Coser (PT). O principal autor de ataques verbais de baixo nível contra as vereadoras era Gilvan da Federal (PL), que foi eleito deputado federal.
Camila foi alçada ao cargo de deputada estadual e, assim, em Vitória, hoje, há apenas uma vereadora, Karla. 
"A gente precisa de mais mulheres nos espaços de poder para tirar essa visão errada de que a mulher não pode ocupar determinados espaços", afirmou Estéfane.
"O ATO DA TRAIÇÃO"
O presidente da Câmara de Vila Velha, Bruno Lorenzutti, trocou o Podemos pelo MDB, ainda em abril, para ser vice do prefeito Arnaldinho Borgo (Podemos), candidato à reeleição. O movimento contou com a anuência do chefe do Executivo municipal, embora este ainda não tivesse batido o martelo sobre o nome que iria compor a chapa.
Lorenzutti tinha, até então, grandes chances de ser o escolhido, mas o PSB do governador Renato Casagrande entrou em cena e o prefeito optou por Cael Linhalis (PSB).
Ao repostar, nos stories do Instagram, mensagens de solidariedade que recebeu após o anúncio da chapa Arnaldinho-Cael, Lorenzutti republicou até uma que menciona "traição":
"No ato da traição, Jesus chama Judas de amigo e pergunta o que é que ele está fazendo. Em um momento de traição, nunca uma pessoa vai se preocupar com o traidor".
Bruno Lorenzutti republica post que fala em
Bruno Lorenzutti republica post que fala em "traição" de Arnaldinho Borgo Crédito: Reprodução/Instagram
PAZOLINI SOBRE MAGNO
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, não quis colocar mais lenha na fogueira em meio à troca de farpas pública entre o presidente estadual do PL, o senador Magno Malta, e o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso.
Erick ainda afirmou à coluna que Magno tem um projeto "egocêntrico e vaidoso".
Questionado, na sexta-feira (2), sobre as críticas do senador do PL, Pazolini apenas ratificou o que o presidente estadual do Republicanos declarou:
"Respeito a posição do meu presidente. O presidente Erick Musso se manifestou, o partido se expressou. Se eu estou filiado ao partido, aquela posição me contempla".
IMPULSIONAMENTO NEGATIVO
Candidato a prefeito da Serra, o ex-prefeito Audifax Barcelos (PP) foi multado por impulsionar vídeos (pagar para que as publicações apareçam para mais gente ou para um grupo específico de pessoas) considerados propaganda negativa.
O impulsionamento ocorreu entre novembro de 2023 e março de 2024. Em um dos vídeos, o ex-prefeito comemorou a inauguração de uma obra municipal iniciada na administração dele, mas lamentou "a demora sem justificativa da atual gestão" para a conclusão.  "Demorou, foram três anos, mas estou feliz".
A atual gestão é a de Sérgio Vidigal (PDT), adversário político de Audifax. Mas Vidigal, de acordo com o próprio prefeito, não é pré-candidato nas eleições de 2024. Ele apoia o ex-secretário municipal Weverson Meireles (PDT) na disputa.
Os anúncios impulsionados já estão inativos.
Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que "o impulsionamento de conteúdo em provedor de aplicação de internet somente poderá ser utilizado para promover ou beneficiar candidatura, partido político ou federação que o contrate, sendo vedado o uso do impulsionamento para propaganda negativa".
"DESQUALIFICOU O PREFEITO"
O juiz Gustavo Grillo Ferreira, da 53ª Zona Eleitoral, considerou que Audifax "desqualificou o atual prefeito, com o propósito de repassar a seu público alvo que o atual gestor não conduz a administração municipal de forma escorreita, promovendo atrasos injustificados na entrega de obra, em nítida prática de propaganda negativa".
O magistrado condenou Audifax a pagar multa de R$ 10 mil. 
A defesa do ex-prefeito vai recorrer contra a decisão. "É um post do ano passado, muito longe do período eleitoral, então não pode configurar propaganda eleitoral. Entendemos também que não é propaganda negativa. Prevalece, no vídeo, o enaltecimento de uma realização dele (Audifax) como prefeito, essa é a mensagem", afirmou o advogado Kayo Alves Ribeiro.
APOIA BOLSONARO, MAS NÃO É BOLSONARISTA
Por falar na eleição para prefeito da Serra, o deputado estadual Pablo Muribeca, candidato do Republicanos ao cargo, afirmou, na sexta-feira (2), em entrevista, que apoia o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), mas não é bolsonarista.
"Sou apoiador do Bolsonaro, mas não sou bolsonarista, sou serrano, sou Pablo Muribeca"
Pablo Muribeca (Republicanos) - Deputado estadual
Ok. Isso ficou meio confuso, então ele explicou: "Eu apoiei Bolsonaro na eleição para presidente, apoiei o Manato (PL) na campanha de governador, mas não sou militante de extrema direita e não sou militante de extrema esquerda. Eu me considero um cara equilibrado e de direita".
Para a corrida presidencial de 2026, Muribeca já tem um candidato, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Bolsonaro está inelegível até outubro de 2030.
"As pessoas não podem ficar só opinando para o lado da esquerda ou da direita, esquecendo que a população da cidade precisa de entrega e resultados. Se a gente ficar só fazendo uma briga de narrativas, não vamos entregar para a população", complementou o deputado estadual.
Em tempo: na Assembleia Legislativa, Muribeca integra a base aliada ao governador Renato Casagrande (PSB), apesar de ter apoiado Manato, contra o socialista, em 2022.
ADVOGADO DO ES NA DISPUTA
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), que julga processos relativos ao Rio de Janeiro e ao Espírito Santo, elegeu, na quinta-feira (1º), a lista com três nomes que vão disputar uma vaga de desembargador da Corte.
A cadeira vai ficar com um advogado, pela regra do Quinto Constitucional (um quinto dos desembargadores não é formado por juízes de carreira e sim por egressos da advocacia ou do Ministério Público).
O advogado Alexandre Nogueira Alves, do Espírito Santo, que também é procurador do estado, está na lista tríplice. Ele recebeu 20 votos, empatado com Bruno Pinheiro Barata (RJ). Claudia Franco Corrêa (RJ) recebeu 23 votos.
Cabe ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decidir quem vai ser o futuro desembargador, ou desembargadora, do TRF-2.
Alexandre Nogueira Alves havia sido eleito, em maio, pelo Conselho Federal da OAB, para integrar a lista sêxtupla a partir da qual o Tribunal escolheu os três nomes na quinta.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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