Curtas políticas: Ex-vereador de Vitória ganha cargo na Assembleia
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Curtas políticas: Ex-vereador de Vitória ganha cargo na Assembleia
Veja também: a insatisfação de Coronel Ramalho com o PL; o líder de Arnaldinho Borgo; um encontro inusitado; mais prós e contras de Marcelo Santos e Vandinho Leite
Publicado em 16 de Janeiro de 2025 às 09:09
Públicado em
16 jan 2025 às 09:09
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Cargos comissionados, na Assembleia Legislativa e em todo o setor público, são de livre nomeação e exoneraçãoCrédito: Ricardo Medeiros
O ex-vereador de Vitória Vinícius Simões (PSB) foi nomeado em um cargo comissionado na Assembleia Legislativa do Espírito Santo. Simões, que fazia oposição ao prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), não foi reeleito em 2024.
A nomeação no cargo de supervisor da Comissão de Agricultura, da Secretaria da Assembleia Legislativa, foi publicada na quarta-feira (15).
O salário pago pela função, de acordo com o Portal da Transparência da Assembleia, é de R$ 5.610,35 mais R$ 1.829,79 de auxílio-alimentação.
Vinícius Simões, na ocasião, votou contra o aumento.
LÍDER
Enquanto isso, na Câmara de Vila Velha, o prefeito Arnaldinho Borgo (Podemos) já tem um líder definido. O vereador reeleito Devanir Ferreira (Republicanos) vai defender os projetos do Executivo na Casa.
O antecessor foi Osvaldo Maturano (PRD), que foi eleito presidente da Câmara com o apoio do prefeito.
RAMALHO E A INSATISFAÇÃO COM O PL
O ex-secretário estadual de Segurança Pública Coronel Ramalho saiu do Podemos no ano passado e disputou a Prefeitura de Vila Velha pelo PL, mas de acordo com políticos da cidade, o militar da reserva da PM está insatisfeito no atual partido.
"Lá, ele não tem espaço para disputar as eleições de 2026, não tem grupo político. O PL é, basicamente, o partido do Magno", avaliou uma fonte da coluna. O senador Magno Malta é o presidente estadual do PL. "E também o radicalismo do PL não combina com Ramalho", completou a mesma fonte.
No ano que vem, o coronel pode ser candidato a deputado estadual ou a federal.
Mas, é fato: no PL do Espírito Santo, quem dá as cartas é Magno Malta e, frequentemente, os próprios filiados, mandatários ou ex-candidatos reclamam da centralização do poder na legenda.
O ENCONTRO
Coronel Ramalho e Bruno LorenzuttiCrédito: Instagram/@brunolorenzutti
Coincidentemente ou não, Ramalho se reuniu, na quarta-feira (15), com o ex-presidente da Câmara de Vila Velha, Bruno Lorenzutti (MDB).
Esse nome, conforme a coluna apurou, entretanto, não pode ser o do próprio Gilson. É que se ele se licenciasse do mandato, o suplente que assumiria o cargo em Brasília, ao menos num primeiro momento, seria Coronel Ramalho. Apesar de ter saído do Podemos, ele ainda figura como primeiro suplente do partido.
Casagrandistas não querem dar ao coronel a visibilidade de um mandato, ainda que temporário, depois das farpas disparadas nas eleições de 2024.
Em meio à indefinição sobre quem vai para o secretariado, Gilson Daniel se reuniu com o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso.
O movimento pode ser traduzido pelo emoji: ?
É que Erick é o principal articulador do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), integra um grupo político adversário ao de Casagrande.
É preciso lembrar que o "eleitor" decisivo vai ser o governador Renato Casagrande (PSB) que, formalmente, não vota, mas influencia a maioria dos deputados estaduais.
Eis os novos itens:
Marcelo não foi fiel ao governo e à própria promessa ao ensaiar disputar a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas (TCES) em 2024. A cadeira já estava "reservada", nos planos do Palácio Anchieta, para o então secretário estadual da Casa Civil, Davi Diniz, que ficou com o cargo.
Marcelo tentou tomar o controle do União Brasil das mãos do presidente estadual Felipe Rigoni, que é secretário de Meio Ambiente do governo Casagrande. O chefe do Executivo preferia Rigoni e até atuou, nos bastidores, para manter o secretário no comando do União, o que foi feito.
Vandinho indicou a vice de Audifax Barcelos (PP) na disputa pela Prefeitura da Serra em 2024. Nilza Cordeiro compôs a chapa depois que o PSDB, presidido no estado por Vandinho, decidiu apoiar o ex-prefeito na corrida. Audifax disputou o governo estadual em 2022, ocasião em que fez duras críticas a Casagrande.
É preciso ressaltar, contudo, que, no segundo turno, Vandinho e o PSDB apoiaram Weverson Meireles (PDT), candidato palaciano à prefeitura serrana.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.