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Curtas políticas: Líder de Pazolini pede a saída do secretário de Cultura de Vitória

Veja também: Assembleia cria cargos comissionados e abriga ex-prefeitos; candidato derrotado em Cachoeiro volta à PMV; o fim de uma federação e o encolhimento de um partido no ES

Publicado em 20 de Março de 2025 às 00:14

Públicado em 

20 mar 2025 às 00:14
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Prédio da Prefeitura Municipal de Vitória
Prédio da Prefeitura Municipal de Vitória Crédito: Fernando Madeira
Dois vereadores aliados do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), entraram em rota de colisão na sessão da Câmara de Vitória de quarta-feira (19) e, para piorar, o pivô da discussão foi um secretário da gestão municipal.
Leonardo Monjardim (Novo), que é o líder do prefeito na Casa, pediu a saída do secretário municipal de Cultura, Edu Henning, do cargo. "A cultura de Vitória está ruim (...) É um mequetrefe, é um péssimo secretário de Cultura", discursou Monjardim.
"Peço a saída do secretário, para ajudar o prefeito. Ser líder do governo também é apontar as feridas do governo", continuou. De acordo com Monjardim, Edu Henning não dialoga "nem com a Câmara, nem com a cidade e nem com os artistas" e "a classe artística não aguenta mais".
O vereador mencionou, no entanto, uma situação um tanto específica que o levou a criticar o secretário:
"Sem falar em coisas pessoais. (O secretário) tem agido incorretamente dentro da secretaria. Recentemente, foi nomeado um subsecretário, Tiago, que alguns de nós conhecemos, menino de bem, correto. Nem sequer ele tomou posse o secretário reúne os servidores da Cultura e fala que está chegando um menino ali, vamos deixar ele de lado e vamos tocar a secretaria. Uma falta de respeito".
PORTAS FECHADAS
Davi Esmael (Republicanos), também aliado de Pazolini, entrou em cena, também ao discursar, para pedir que "os nossos problemas sejam resolvidos a portas fechadas".
Ou seja, que integrantes da base aliada ao prefeito não disparem petardos publicamente contra membros da própria administração.
"Secretário não precisa agradar a vereador, precisa agradar à cidade, liderada pelo prefeito", cravou Davi Esmael.
A coluna entrou em contato com Edu Henning, que não deu retorno. Ele comanda a Secretaria de Cultura de Vitória desde agosto de 2023. Não é filiado ao PP, mas a indicação dele para a pasta, na época, "teve a anuência do partido", como afirmou à coluna o presidente municipal da sigla, Marcos Delmaestro.
LIBARDI DE VOLTA
Diego Libardi (Republicanos), derrotado na corrida pela Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim no ano passado, está de volta à Prefeitura de Vitória.
Ele havia sido nomeado, em 2023, como titular da Secretaria de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho e deixou a função para participar do pleito na cidade do Sul do estado. No último dia 13, ganhou outro cargo, de menor escalão, o de subsecretário de Qualidade Ambiental e Bem Estar Animal, na Secretaria de Meio Ambiente de Pazolini.
 RUPTURA
O destino do PSDB ainda está indefinido. As conversas para uma possível fusão com o Podemos esfriaram. Mas a parceria com o Cidadania, certamente, vai chegar ao fim.PSDB e Cidadania formam, desde 2022, uma federação, mas no último domingo (16), a direção nacional do Cidadania decidiu não renovar a parceria.
De acordo com as regras em vigor, federações têm que durar ao menos quatro anos, então, formalmente, as duas legendas devem seguir umbilicalmente ligadas até maio de 2026. Se o partido sair antes do prazo, não poderá ingressar em outra federação ou participar de coligação nas duas eleições seguintes, além de perder acesso ao fundo partidário até o prazo acabar.
Em nota enviada à imprensa, o presidente nacional do Cidadania, Comte Bittencourt, já trata a federação como algo que ficou no passado: "A federação é passado; vamos em frente, retomando o protagonismo de nossa identidade, que deve apontar para onde o Cidadania pretende caminhar".
CIDADANIA NO ES
O Cidadania já comandou, ao mesmo tempo (de 2013 a 2020), duas prefeituras de cidades da região metropolitana. Vitória, com Luciano Rezende, e Cariacica, com Juninho. Mas, nos últimos anos, o partido minguou.
Em 2024, federado com o PSDB, lançou apenas um candidato a prefeito no estado, Paulo Cola, em Piúma, que foi eleito. Mas seria exagero comemorar 100% de aproveitamento.
O presidente estadual da sigla é Luciano Rezende, que segue aliado do governador Renato Casagrande (PSB), mas a relevância do Cidadania para a aliança casagrandista é muito menor do que já foi. A legenda não tem nenhum deputado, federal ou estadual, no Espírito Santo.
"O desafio é enfrentar a diversidade de situações nos estados e, para saber dos cenários, a direção nacional vai fazer reuniões com os dirigentes estaduais ao longo do próximo mês. Bandeiras importantes para o partido como a questão da democracia, a urgência de medidas que visem lidar com a crise climática e o combate a privilégios, como os supersalários, devem estar presentes na caminhada não só para 2026", diz a nota do Cidadania nacional.
CARGOS CRIADOS...
A Assembleia Legislativa do Espírito Santo, presidida por Marcelo Santos (União Brasil), criou 26 cargos comissionados, transformou outros e extinguiu funções gratificadas. A reforma administrativa vai custar R$ 3,1 milhões, só em 2025. Para 2026 e 2027, o impacto é de R$ 3.681.555,20 por ano.
A resolução que estabeleceu as mudanças é de autoria da Mesa Diretora e foi aprovada pelo plenário da Casa.
“Esse projeto tem como objetivos centrais adequar a estrutura da Ales às novas necessidades, criando cargos que reflitam as demandas emergentes da sociedade e do cenário político-administrativo", diz a justificativa formal do texto.
A resolução foi publicada no Diário do Legislativo de quarta-feira (19).
... E EX-PREFEITOS ABRIGADOS
Dos 26 cargos criados, 15 são de assessor júnior da secretaria (AJS). Cinco ex-prefeitos foram nomeados para exercer essa função já nesta quarta.
São eles: Hilário Roepke (PSB), Gatinha, de Santa Maria de Jetibá; João Paulo Schettino Mineti (sem partido), de Venda Nova do Imigrante; Hélio Carlos Ribeiro Cândido (PSB), o Cacalo, de Muqui; Robertino Batista da Silva (PDT), o Tininho, de Marataízes, e Jaime Santos Oliveira Junior (PSB), o Jaiminho, de Ponto Belo.
Os ASJ são cargos ligados à Secretaria da Assembleia Legislativa, subordinada à Mesa Diretora e não aos gabinetes dos deputados. Os parlamentares, entretanto, muitas vezes exercem influência na escolha dos nomeados também para funções como essa.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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