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Curtas políticas: MPES reajusta auxílio-alimentação de servidores em quase 20%

E mais: TJES marca eleição de lista tríplice para escolha de novo desembargador; Prefeitura de Vila Velha busca nova sede; prefeito de cidade do ES pode deixar o cargo em janeiro

Publicado em 22 de Outubro de 2021 às 12:52

Públicado em 

22 out 2021 às 12:52
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Data: 27/12/2019 - ES - Vitória - Fachada da sede do Ministério Público do Estado do Espírito Santo
Sede da Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Espírito Santo, em Vitória: reajuste foi concedido considerando parecer do Tribunal de Contas do Estado Crédito: Carlos Alberto Silva
Ministério Público do Espírito Santo (MPES) reajustou, de forma escalonada, o valor do auxílio-alimentação concedido aos servidores da instituição em 19,6%.
Lei Estadual nº 6.973, de 21 de dezembro de 2001, proposta pela Procuradoria-Geral de Justiça da época, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo então governador, José Ignácio Ferreira, determina que deve haver aumento no valor do benefício a cada trimestre.
O valor atual do auxílio, como mostra o Portal da Transparência do MPES, é de R$ 1.514,26.
De acordo com portaria publicada nesta sexta-feira (22) e assinada pela procuradora-geral de Justiça, Luciana Andrade, o reajuste, que tem como base de cálculo o IGP-M/FGV (Índice Geral de Preços do Mercado/Fundação Getúlio Vargas), vai ser aplicado da seguinte forma:
  • no percentual de 6,961690%, a partir de fevereiro do ano de 2021;
  • no percentual de 7,130150%, a partir do mês de maio do ano de 2021;
  • no percentual de 5,537710%, a partir do mês de agosto do ano de 2021

R$ 1.810

Vai ser o valor final do auxílio-alimentação dos servidores do MPES, quando todos os percentuais forem aplicados

PROIBIÇÃO EM LEI FEDERAL

A Lei Complementar nº 173, de 27 de maio de 2020, sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em meio à pandemia de Covid-19, proíbe a concessão de reajustes até 31 de dezembro de 2021, "exceto quando derivado de sentença judicial transitada em julgado ou de determinação legal anterior à calamidade pública".
Como a lei estadual que prevê o reajuste trimestral do auxílio-alimentação dos servidores do MPES é de 2001, logo, anterior à vedação imposta em 2020, a Procuradoria-Geral de Justiça entendeu que é o aumento é legal.

PARECER DO TRIBUNAL DE CONTAS

O MPES se baseia em um parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCES), mencionado na portaria publicada nesta quinta:
"Considerando os termos do Parecer em Consulta nº 017/2020 do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo, cuja interpretação permite concluir que o reajuste do auxílio alimentação não está albergado pelas restrições impostas pelo art. 8º, inciso IV, da Lei Complementar nº 173, de 27 de maio de 2020".
O parecer é uma resposta a consulta formulada pela Prefeitura de Iconha. O texto registra que "os entes federativos, mesmo que sujeitos ao art. 8º, da Lei Complementar 173/2020, PODEM praticar atos que aumentem a despesa relativa à remuneração de membros de Poder ou de órgão, servidores e empregados públicos e militares quando:
  • a) derivada de sentença judicial transitada em julgado;
  • b) derivada de determinação legal anterior à calamidade pública".

PROMOTORES E PROCURADORES

O reajuste no auxílio-alimentação vai ser aplicado somente aos servidores do MPES, não aos membros, que são os promotores e procuradores de Justiça.
O valor do benefício pago a eles é outro, igual ao recebido por juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça (TJES): R$ 2.240,32.

ELEIÇÃO DA LISTA TRÍPLICE

Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) elege na próxima quinta-feira (28) os nomes dos membros do Ministério Público (MPES) que vão formar a lista tríplice da qual vai sair o novo desembargador ou nova desembargadora da Corte.
A lista sêxtupla eleita pelo MPES é formada por Eder Pontes da Silva; Maria Clara Mendonça Perim; Josemar Moreira; Vera Lúcia Murta Miranda; Adriana Dias Paes Ristori Cotta e Sueli Lima e Silva.
Desses, apenas três nomes, a serem escolhidos pelo TJES, vão permanecer na disputa e o governador Renato Casagrande (PSB) vai escolher um deles.

MARCHA, SOLDADO

Na solenidade de entrega de viaturas no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, em Maruípe, Vitória, nesta quinta-feira (21), apenas um prefeito esteve presente, e não foi o da capital.
"Quero agradecer o esforço da Polícia Civil, da Polícia Militar, dos bombeiros, das guardas municipais, viu, Arnaldinho? A Guarda de Vila Velha trabalha firme conosco. Na identificação daquele homicida que tirou a vida de cinco pessoas, a muralha eletrônica lá de Vila Velha foi importante", afirmou o governador Casagrande, ao discursar, olhando para o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos).
Casagrande e o secretário de Estado da Segurança Pública, Alexandre Ramalho, têm frisado a integração com outras forças após o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos) criticar a ausência de instituições estaduais na força-tarefa empreendida pela Polícia Federal no Espírito Santo.

PREFEITURA DE VILA VELHA EM NOVO ENDEREÇO

Prédio da Prefeitura de Vila Velha
Prédio da Prefeitura de Vila Velha, na Avenida Santa Leopoldina, Coqueiral de Itaparica Crédito: Letícia Siqueira/Prefeitura de Vila Velha
Prefeitura de Vila Velha está em busca de um novo endereço. A sede do Executivo municipal está localizada em um prédio alugado na Avenida Santa Leopoldina, em Coqueiral de Itaparica.
O local comporta 15 secretarias, mas outras quatro não cabem e estão "espalhadas" pela cidade: Saúde, Educação, Assistência Social e Obras.
O prefeito Arnaldinho Borgo estuda construir uma sede, em terreno próprio, comprar algo já pronto ou partir para outro aluguel. O objetivo é que todas as repartições públicas fiquem num mesmo endereço.
"Com a pandemia, o trabalho em home office foi acelerado, então podemos não precisar de um espaço tão grande quanto precisaríamos antes", avaliou o prefeito. A atual sede, mesmo alguns servidores trabalhando de casa, no entanto, não consegue abarcar toda a burocracia municipal.

O ALUGUEL

A Prefeitura de Vila Velha paga cerca de R$ 150 mil de aluguel somente para manter a sede, na Avenida Santa Leopoldina.
O ex-prefeito Max Filho (PSDB) também ensaiou mudar a sede de lugar. A ideia era ir para o Boulevard Shopping Vila Velha, mas a negociação não avançou e o contrato de aluguel, no atual endereço, foi renovado em 2018, com duração de cinco anos.

SAÍDA DO PARTIDO E DA PREFEITURA

Um ator político que esteve recentemente com o prefeito de Linhares, Guerino Zanon, afirmou que o (ainda) emedebista pode deixar a chefia do Executivo municipal antes de abril, que é o prazo exigido por lei se ele for mesmo candidato ao Palácio Anchieta, e fazer a desincompatibilização em janeiro.
Aí quem assume a prefeitura é o vice, Bruno Marianelli (Republicanos).

O DESTINO DE LELO

O ex-deputado federal Lelo Coimbra já não comanda mais o MDB, dada a ascensão da senadora Rose de Freitas, por decisão da Executiva nacional do partido. E não está gostando nada da possível saída de Guerino. Será que o próprio Lelo poderia deixar a sigla? Afinal, a maior liderança do partido até 2018, Paulo Hartung, já desembarcou.
Lelo tem estado próximo do Republicanos. Questionado pela coluna, afirmou que vai "continuar lutando para que o MDB esteja habilitado, com chapa completa e candidato a governador sem ficar 'pendurado' nos desejos do Palácio Anchieta".
"Converso com todos os partidos, o PRB (antigo nome do Republicanos) foi um parceiro importante para as eleições da capital (Vitória)", emendou.
A coluna apurou que não houve convite formal para a filiação de Lelo ao Republicanos. Entre as outras siglas com quem ele mantém conversas está o PSDB. E ainda insiste com Rose de Freitas. Cenas dos próximos capítulos.

PINGO NOS IS

O prefeito de Ibatiba, Luciano Pingo (Republicanos), que manifestou descontentamento com o próprio partido devido aos movimentos contrários a Casagrande que a legenda tem feito, apareceu, nesta quinta-feira (21), no Diálogo na Mesa, encontros periódicos com lideranças políticas que Erick Musso começou a promover (coincidentemente?) no ano pré-eleitoral.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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