Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Veja mais notas

Curtas políticas: Os pré-candidatos que desistiram e outro que pode ficar para trás

Veja também: aliados de Arnaldinho tentam atrair adversário; Capitã Estéfane não quer ser vice novamente; as surpresas previstas para a convenção de Assumção; e o que Magno Malta diz sobre Carlos Manato

Publicado em 23 de Julho de 2024 às 17:29

Públicado em 

23 jul 2024 às 17:29
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Urna eletrônica
É comum que pré-candidatos, na reta final, desistam de aparecer nas urnas eletrônicas Crédito: freepik
O prazo para realização de convenções partidárias começou no último sábado (20) e segue até 5 de agosto. É nesse período que as siglas homologam os candidatos a prefeito, vice e vereador para as eleições de 2024. Isso quando decidem "não decidir", ou seja, delegam o poder de definir os rumos do partido para a Executiva municipal bater o martelo depois.
Antes mesmo das convenções, contudo, já tivemos diversas desistências. Pré-candidatos a prefeito ficaram pelo caminho. Em Vitória, foram três: Tyago Hoffmann (PSB), Fabrício Gandini (PSD) e Sergio Majeski (então filiado ao PDT).
Em Guarapari, por sua vez, dois já jogaram a toalha: Weldel Lima (MDB) e Ted Conti (PSB).
DESISTÊNCIA EM ARACRUZ
Já nesta terça-feira (23), o Delegado Leandro Sperandio (Republicanos), então pré-candidato a prefeito de Aracuz, também desistiu.
O presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, informou que o correligionário "se reuniu na sede estadual para informar que não dará continuidade à pré-candidatura (...), alegando motivos pessoais. Ainda pesou nessa decisão um clamor popular para o seu retorno às atividades policiais". 
Erick disse receber a notícia "com surpresa e tristeza, mas compreende e respeita a decisão". "O partido irá anunciar nos próximos dias qual será o seu posicionamento para as eleições na cidade de Aracruz", complementou o presidente estadual.
MAIS UM
Enquanto isso, na Serra, o pré-candidato do Novo, o empresário Wilson Zon, pode deixar a corrida. De acordo com Zon e com o presidente estadual do Novo, Iuri Aguiar, há conversas com Audifax Barcelos (PP), Pablo Muribeca (Republicanos) e Igor Elson (PL).
"Com o PL temos mais proximidade, mas a estrutura deles de projeto se distancia da nossa, diferenças que não combinariam conosco. Então conversamos mais com Audifax, primeiramente, e depois com o Muribeca. Já tenho um alinhamento programático, baseado em projeto, como austeridade na gestão, com um deles. E vamos bater o martelo até sexta-feira (26)", contou Wilson Zon.
A convenção do Novo da Serra está marcada para domingo (28). 
Zon é o único pré-candidato a prefeito que o Novo tem na Grande Vitória. No Espírito Santo, a legenda lançou Júnior da Pague Fácil, em Ibatiba, Dayson Marcelo, em São Gabriel da Palha, e Vinicius Bragato, em Colatina. Este, aliás, é chamado de "a estrela do partido" pelo presidente estadual da legenda.
ARNALDINHO MANDA SINAIS PARA ADVERSÁRIO
Enquanto isso, em Vila Velha, a pré-candidatura do ex-prefeito Neucimar Fraga (PP) está mantida. Mas aliados do prefeito Arnaldinho Borgo (Podemos), candidato à reeleição, trabalham para que o PP desista da ideia e passe a integrar a coligação arnaldista, que já conta com 12 partidos.
Se a tentativa vai dar frutos, são outros 500. Mas alguns pré-candidatos a vereador do PP em Vila Velha até prefeririam esse cenário.
É que um dos pré-candidatos à Câmara Municipal é justamente filho de Neucimar, Lucas Fraga. Os demais temem que os esforços do partido sirvam apenas para turbinar a eleição do herdeiro do ex-prefeito.
"TRABALHO DE FORMIGUINHA"
Voltando a Guarapari, a pré-candidatura do deputado estadual Danilo Bahiense (PL) a prefeito surgiu de forma meio extemporânea, depois de os principais nomes terem sido anunciados na disputa. Mas, na última sexta-feira (19), ele garantiu à coluna que está firme e forte na corrida.
Nos bastidores, e até dentro do PL, há quem estranhe a proximidade de Danilo com a cidade, mas ele refuta tais críticas: "Estou em Guarapari há muitos anos, moro lá e em Vila Velha, tenho casa lá (em Guarapari) desde 1978. Começamos a fazer um trabalho de formiguinha, não entramos em redes sociais ainda e já crescemos em percentuais de intenção de voto".
CAPITÃ ESTÉFANE NÃO QUER SER VICE 
Pré-candidata a prefeita de Vitória, a atual vice, Capitã Estéfane (Podemos), não tem intenção de figurar nesse posto novamente.
"Recebi, assim, uns namoros, não só do pré-candidato João Coser (PT), mas de outros pré-candidatos e respeitamos. O diálogo é inerente à democracia, mas não temos interesse em fazer composição para ser vice. Queremos demonstrar a força e a importância da candidatura feminina e agregar partidos ao nosso projeto", respondeu a vice-prefeita ao ser questionada pela reportagem de A Gazeta no último sábado (20).
Sim, interlocutores de Coser chegaram a aventar a possibilidade de ter a capitã da reserva da PM, de centro-direita, como vice. Estéfane ingressou na política partidária em 2020, filiada ao Republicanos, na chapa de Lorenzo Pazolini (Republicanos). Depois de eleitos, entretanto, os dois romperam politicamente.
A convenção do Podemos, ainda de acordo com Estéfane, deve ocorrer "mais no final do prazo".
A AUSÊNCIA
Chamou a atenção, no evento do PSDB de Vitória, a ausência do deputado estadual Fabrício Gandini (PSD). De acordo com o presidente municipal do MDB, Sérgio Borges, Gandini iria até coordenar o plano de governo do tucano.
O PSD do deputado estadual, porém, ainda não bateu o martelo sobre como vai se portar na eleição na capital do Espírito Santo. O presidente estadual da sigla é Renzo Vasconcelos, pré-candidato a prefeito de Colatina. Essa é a prioridade do partido.
AS SURPRESAS DE CAPITÃO ASSUMÇÃO
O deputado estadual Capitão Assumção (PL) vai ter a candidatura a prefeito de Vitória homologada na convenção do partido, marcada para o próximo dia 27.
O parlamentar está submetido a diversas restrições na pré-campanha. Investigado no inquérito das Fake News, no Supremo Tribunal Federal, ele usa tornozeleira eletrônica e não pode, por exemplo, conceder entrevistas nem usar redes sociais.
Um interlocutor do deputado, porém, garante que, no dia 27, surpresas vão surgir e algumas dessas amarras vão cair por terra.
O nome do vice na chapa, por exemplo, de acordo com aliados, já foi definido, mas somente na convenção vai ser revelado. Só pode ser um nome do PL ou do Agir, o único outro partido, até agora, que apoia a empreitada de Assumção em Vitória.
A coluna apurou, porém, que há quatro nomes na mesa ainda em análise: uma militar, um militar, uma pessoa da área da saúde e um empresário.
Integrantes do time da pré-campanha do Assumção reclamam, nos bastidores, que, além de terem que lidar com as restrições jurídicas impostas a Assumção, faltam estrutura e verba para trabalhar.
REVEZAMENTO
Na convenção do PL de Vitória, aliás, vai ocorrer algo inusitado. Pré-candidato a vereador, Armando Fontoura vai ter que revezar com Assumção a participação no evento. Os dois são investigados no Inquérito das Fake News e estão proibidos de manter contato um com o outro.
O QUE MAGNO DIZ SOBRE MANATO
Há uma rusga entre Manato e a direção do partido sobre dívidas da campanha de 2022, quando ele disputou o governo do Espírito Santo.
Presidente estadual do PL, o senador Magno Malta ainda não havia se pronunciado sobre a querela. De acordo com Manato, foi Magno que prometeu liberar R$ 1,5 milhão de recursos do Fundo Eleitoral para a disputa do segundo turno, o que não se concretizou.
Questionado pela coluna na sexta, Magno contemporizou, mas depois alfinetou o colega: 
"Minha relação com o Manato, assim como minha relação com todos os os membros do partido, é a mesma. Sempre foi respeitosa com todos aqueles que são filiados. Nunca criei problema com nenhum. Se houve problema, foi das pessoas comigo".

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Bandeira do Brasil, símbolo de patriotismo
Agora vai! Cidade no Espírito Santo cria o seu “Dia do Patriota”
Imagem de destaque
Hemorroidas, fissuras e fístulas: 5 pontos essenciais para entender as condições
Imagem de destaque
Temporal com granizo deixa desalojados e causa prejuízos no Norte do ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados