Na prática, entretanto, Rose diz que o apoio ainda não chegou: "Gostaria de obter apoio do PT, porque quando vejo os carros passarem pela rua, de vários candidatos do PT, eu quase não vejo adesivo da nossa campanha e respeito isso".
Rose afirmou que vai votar em Simone Tebet, candidata do MDB à Presidência da República, e preferiu não adiantar como se posicionaria num eventual segundo turno entre o ex-presidente Lula (PT) e o presidente
Jair Bolsonaro (PL). A presidente estadual do PT, Jack Rocha,
já disse que Rose está com Lula, mas a emedebista nunca verbalizou isso.
Rose tem o apoio da maioria dos prefeitos do Espírito Santo e isso vale também quando o recorte é apenas a Grande Vitória. Estão com ela os chefes dos Executivos municipais de Viana, Wanderson Bueno (Podemos); Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos); Serra, Sérgio Vidigal (PDT); e Cariacica, Euclério Sampaio (União Brasil).
A exceção é Lorenzo Pazolini (Republicanos), que é o principal cabo eleitoral de Erick Musso, correligionário que disputa o Senado.
Aliás, o União Brasil de Euclério está coligado com Erick. Mas o prefeito é aliado de primeira hora do governador Renato Casagrande (PSB), que endossa a candidatura de Rose.
O DC integra a coligação de Guerino junto com o PMB e, claro, o PSD.
"(Eymael é) um homem que tem um histórico de vida pública, privada. É bom recebê-lo aqui no estado do Espírito Santo, dando força à nossa candidatura", afirmou Guerino.
A coluna já registrou o apoio de algumas celebridades a candidatos que disputam as eleições no Espírito Santo. Nesta quarta (14), o ex-senador Magno Malta (PL) exibiu, nas redes sociais, um vídeo gravado pela dupla sertaneja César Menotti e Fabiano. Eles não chegam a pedir que os capixabas votem no ex-parlamentar, mas dizem que estão torcendo por ele.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) debruçou-se, por mais de uma sessão, a uma questão curiosa: candidatos podem usar chapéu na foto de urna? A resposta foi: depende.
O chapéu de Pablo Muribeca (Patriota), candidato a deputado estadual, foi autorizado. O desembargador José Paulo Calmon Nogueira da Gama, que deu o voto decisivo – o placar foi 4 a 3 – considerou que o uso do chapéu, neste caso, não caracteriza propaganda eleitoral. "É um acessório caracterizador da sua candidatura, por ser conhecido como 'homem do chapéu'".
O chapéu de Neia Boroto (PTB), candidata a deputada federal, no entanto, foi vetado. No caso dela, a maioria entendeu que o chapéu era um adorno e não uma característica dela como política.
A defesa de Neia alegou que "a candidata é mulher do campo, conhecida no meio rural e o chapéu é acessório que faz parte da sua imagem. É, inclusive, reconhecida por estar sempre trajada com ele".