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Curtas políticas: secretariado de Pazolini vai sofrer uma baixa

Veja também: articulador do prefeito foi à filiação de Hartung; vem aí um livro do ex-governador com prefácio de Luciano Huck; Arnaldinho Borgo comemora apoio; TJES vai reservar vagas para mulheres

Publicado em 28 de Maio de 2025 às 03:30

Públicado em 

28 mai 2025 às 03:30
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Lorenzo Pazolini presta contas na Câmara de Vitória
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini Crédito: Reprodução/Câmara de Vitória
O primeiro escalão da Prefeitura de Vitória, comandada por Lorenzo Pazolini (Republicanos), vai sofrer uma baixa. A coluna apurou que o secretário de Governo, Erick Musso, que assumiu o cargo em janeiro deste ano, está decidido a sair. O desembarque deve ocorrer em junho ou julho.
Erick é também presidente estadual do Republicanos e principal articulador político de Pazolini. A saída do secretariado foi acordada com o prefeito. O objetivo é que o correligionário possa se dedicar mais à pré-pré-campanha de 2026.
O prefeito da Capital quer disputar o Palácio Anchieta, mas, para isso, precisa do apoio de lideranças políticas e de partidos. A missão de Erick é viabilizar essas alianças.
O caminho é estreito, uma vez que a maioria das siglas e mandatários está ao lado do grupo do governador Renato Casagrande (PSB). O socialista tem o vice, Ricardo Ferraço (MDB), como principal aposta para disputar o Executivo estadual no ano que vem.
Ainda não há definição sobre quem vai ser o novo secretário ou secretária municipal de Governo.
CANDIDATO A DEPUTADO
Erick também tem os próprios planos eleitorais, quer disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. De qualquer forma, teria que deixar a pasta até o início de abril do ano que vem, para cumprir uma exigência da legislação.
Mas a exoneração, a pedido, vai ocorrrer quase um ano antes do que a lei impõe.
Aliás, o secretariado da Prefeitura de Vitória tem ao menos outros dois possíveis candidatos a deputado federal que, mais cedo ou mais tarde, vão ter que se desincompatibilizar dos cargos que ocupam: Coronel Ramalho (Meio Ambiente) e Soraya Manato (Assistência Social).
MARCANDO PRESENÇA
Os principais partidos aliados ao Republicanos em Vitória são o Novo e o PP. Os progressistas, porém, fizeram na última segunda-feira (26) um movimento pró-Ricardo. O PP está federado com o União Brasil e a federação decidiu reafirmar "o apoio ao projeto de Casagrande, que pode ser Ricardo", nas palavras do presidente estadual da federação, Da Vitória.
No mesmo dia, o ex-governador Paulo Hartung filiou-se ao PSD, em São Paulo. Erick Musso foi lá e até apareceu na foto.
Ex-governador Paulo Hartung se filia ao PSD, ao lado do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab
Gilberto Kassab, Paulo Hartung, Antonio Brito (líder do PSD na Câmara dos Deputados), Renzo Vasconcelos e Erick Musso, no ato de filiação de Hartung ao PSD Crédito: Eduardo Mattos/Scriptum/PSD
A legenda de Pazolini tenta atrair o PSD para uma aliança, pensando, claro, em 2026.
O presidente estadual do Partido Social Democrático é o prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, embora o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (sem partido), tenha feito investidas.
O ex-governador já elogiou publicamente tanto o prefeito de Vitória quanto o político vilavelhense.
O PSD não faz parte da ampla base de Casagrande, embora também não seja oposição, e pode se converter em um ator importante no processo eleitoral.
UM APOIO NO PODEMOS A ARNALDINHO
Arnaldinho Borgo comemorou, nos stories do Instagram, ter recebido o apoio do presidente da Câmara de Linhares, Roninho Passos, para disputar o governo do Espírito Santo.
Roninho é filiado ao Podemos, partido do qual o prefeito de Vila Velha se desfiliou no final de março e com o qual não mantém nenhuma relação.
A sigla, inclusive, já endossou a pré-candidatura de Ricardo Ferraço ao Palácio Anchieta. Mas, pelo visto, Arnaldinho ainda tem alguns aliados lá, além do deputado federal Victor Linhalis.
COTA DE 50% PARA MULHERES NO TJES
O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) determinou que, "sempre que possível", 50% das vagas sejam reservadas a mulheres nas contratações de pessoal terceirizado feitas pelo Judiciário estadual.
Ato normativo publicado pelo presidente da Corte, Samuel Meira Brasil Jr., na última segunda-feira (26) estabelece "a reserva de 50% (cinquenta por cento) das vagas para mulheres, garantindo a equidade entre partes e a não redução do percentual durante a vigência do contrato".
Também determina "a reserva de 5% (cinco por cento), do total das vagas ofertadas, para mulheres em situação de vulnerabilidade".
Mulheres em situação de vulnerabilidade, nos termos do ato, são as que se enquadram em alguma destas descrições:
  • "vítimas de violência";
  • "trans e travestis" 
  •  "migrantes e refugiadas"; 
  • "em situação de rua"; 
  • "egressas do sistema prisional" e 
  • "indígenas, campesinas e quilombolas".
"Para o presente ato e sua finalidade, compreende-se mulher cisgênero, mulher transgênero e fluida", diz ainda o ato normativo.
As vagas serão destinadas prioritariamente a mulheres pretas e pardas.
LIVRO DE HARTUNG COM PREFÁCIO DE HUCK
Quando concedeu entrevista à coluna, no último dia 22, o ex-governador Paulo Hartung avisou que vai lançar um livro, uma coletânea de artigos escritos por ele mesmo. O prefácio é de autoria do apresentador de TV Luciano Huck.
O posfácio, do economista Marcos Lisboa, a capa, assinada pela diretora de Macro Economia do Santander, Ana Paula Vescovi, e orelha escrita pelo economista Samuel Pessoa.
"São artigos que publiquei, mas ainda não havia publicado em livro, e dois artigos inéditos. Um é sobre as coisas que melhoraram e das que precisam melhorar (no Brasil). Deve ser publicado em agosto ou setembro", contou Hartung.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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