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Curtas políticas: Secretário do governo Casagrande quer ser senador

E mais: enquanto prefeito sai do Republicanos outro pode ingressar na sigla; Audifax pede licença para fazer pré-campanha e promotor arquiva procedimento sobre Pazolini

Publicado em 24 de Setembro de 2021 às 02:00

Públicado em 

24 set 2021 às 02:00
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

O secretário de Controle e Transparência, Edmar Camata, é o responsável pelos processos de responsabilização da Lei Anticorrupção
O secretário de Controle e Transparência, Edmar Camata Crédito: Divulgação/Secont
O secretário de Estado de Controle e Transparência, Edmar Camata, que concorreu a uma vaga na Câmara Federal pelo PSB em 2018, pretende se lançar em voos mais altos no ano que vem. Quer concorrer à cadeira de senador.
O secretário já não integra os quadros socialistas, embora esteja fechado com Renato Casagrande (PSB), afinal integra o primeiro escalão do governo. Camata, sobrinho do ex-governador Gerson Camata, tem carreira na Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Se o ex-juiz Sergio Moro disputar a Presidência da República pelo Podemos – há tratativas em curso para tal –, a campanha de Camata poderia estar atrelada à de Moro, garantindo um palanque local com um tom de combate à corrupção e destaque para a primeira colocação que o governo do Espírito Santo alcançou em Transparência no ranking da Controladoria-Geral da União.
“Há uma conversa aberta para disputar o Senado pelo Podemos, com a possibilidade de Moro disputar a Presidência da República pelo partido”, confirmou o secretário à coluna.
Podemos?
Moro está nos Estados Unidos. Ainda vai decidir se vai mesmo disputar o Palácio do Planalto ou até mesmo o Senado. Em recente pesquisa Ipec (instituto criado por ex-executivos do Ibope), o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro aparece com 5% das intenções de voto, em um cenário com dez candidatos à Presidência da República.
O Podemos, no Espírito Santo, é aliado de primeira hora de Casagrande e, de acordo com o presidente estadual da legenda, Gilson Daniel, só vai lançar candidatura ao Senado se houver espaço na chapa de Casagrande (ele trabalha com a hipótese de que o governador vai tentar a reeleição).
O socialista, no entanto, pode precisar da vaga para fechar parceria com outra sigla. O apoio do Podemos está garantido, de qualquer forma, segundo Gilson Daniel, que é secretário de Estado de Governo. Quanto a Camata, “se ele vier (para o partido) estendo o tapete vermelho, verde, azul…”, afirmou.
Claro que estamos aqui, como nas pesquisas de intenção de voto, falando de hipóteses. Uma coisa que Gilson Daniel deixou clara também é que se o PSB de Casagrande decidir apoiar outro candidato à Presidência da República que não Moro (o que é bem provável), isso não deve afetar a aliança local.
O socialista pode subir no palanque do candidato apoiado pelo PSB, se assim se dispuser, e o Podemos estadual vai seguir levantando as bandeiras das candidaturas de Moro e de Casagrande.
Nacional
Camata já se aproximou da deputada federal Renata Abreu, presidente nacional do Podemos. “Edmar Camata é um grande quadro que muito honraria o Podemos, caso venha ingressar no partido. Camata é referência nacional em controle interno, num estado que é primeiro lugar em transparência, uma das principais bandeiras do Podemos”, afirmou a deputada à coluna.
Em 2018, Edmar Camata obteve 24.283 votos para deputado federal. Não se elegeu. Em 2022, ao contrário de 2018, apenas uma vaga ao Senado vai estar em disputa. 

GUERINO ZANON NO REPUBLICANOS?

O prefeito de LinharesGuerino Zanon (MDB), como a coluna mostrou, colocou o pé na estrada em prol da candidatura ao governo do Estado no ano que vem. Apuramos também que uma liderança do Republicanos ofereceu “portas abertas” para ele na sigla.
Há, no entanto, muita água a passar embaixo da ponte (e não me refiro à estrutura sobre o Rio Doce) até algum martelo ser batido. O prefeito pode tentar viabilizar a candidatura ainda pelo MDB, apesar de a senadora Rose de Freitas, que comanda a comissão provisória do partido no Espírito Santo, hoje estar mais próxima de Casagrande.
Além disso, o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, já se movimenta no Republicanos. E o presidente estadual do PSD, Neucimar Fraga, já disse que mantém conversas com Guerino (e com um monte de gente). Ou seja, é muita água mesmo, pena que não literal, considerando a estiagem pela qual o país passa.
Aliás, ainda quanto ao assunto Guerino Zanon, o vice-prefeito de Linhares, Bruno Marianelli (Republicanos), já tem ganhado protagonismo em algumas agendas da administração. Ele é quem vai ficar à frente do Executivo municipal, a partir de abril, se Guerino realmente disputar o Palácio Anchieta.

DEBANDADA ESTANCADA

Por falar em Republicanos, o prefeito de Sooretama, Alessandro Broedel, pediu desfiliação da sigla no último dia 17. Luciano Pingo, de Ibatiba, ameaçou sair e disse que outros prefeitos seguiriam o mesmo caminho. Até agora, no entanto, não houve mais desdobramentos.

AUDIFAX TIRA LICENÇA DA PREFEITURA DE VITÓRIA

O ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede) é servidor municipal efetivo, mas da Prefeitura de Vitória. O Portal da Transparência informa que ele ingressou no serviço público em 1992. O cargo ocupado é o de analista em gestão pública-economista, lotado na Secretaria de Gestão e Planejamento.
Audifax, como a coluna já registrou, tem percorrido diversos municípios em pré-campanha. Pretende disputar o Palácio Anchieta no ano que vem. Como conciliar todas essas movimentações e o exercício do cargo na prefeitura?
A coluna apurou e eis a resposta: ele estava de férias e agora pediu licença da prefeitura. Licença não remunerada, por sete meses. O ex-prefeito vai assumir uma diretoria na Fundação Rede Brasil Sustentável que, como o nome sugere, é do partido Rede.

PROMOTOR NÃO VÊ PROMOÇÃO PESSOAL DE PAZOLINI

Um vídeo em que o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), aparece enaltecendo a própria gestão, por ocasião do aniversário de 470 anos da cidade, fez com que o Ministério Público Estadual (MPES) fosse acionado. A notícia de fato, que é quando alguém informa o MP sobre algo supostamente irregular, foi examinada pelo promotor de Justiça Rafael Calhau Bastos, da 27ª Promotoria de Justiça Cível de Vitória.
O vídeo, com duração de 7 minutos e 12 segundos, conta parte da história da cidade, tem depoimentos de moradores e, por volta dos 4 minutos e 45 segundos, surge Pazolini, falando sobre o aniversário da Capital, mas também sobre “a retomada do diálogo com a sociedade”.
O vídeo também cita R$ 1 bilhão em investimentos, a serem realizados nos próximos anos. Pazolini aparece ainda em outro momento, discorrendo sobre as expectativas da administração municipal.
“Informação pública”
O promotor entendeu que não há nada de errado nisso.
“O fato de indicar no vídeo supramencionado a previsão de investimento para os ‘próximos anos de 1 bilhão de reais em investimentos’, não caracteriza, por si só, ato de improbidade. Também não foi identificado no breve discurso do gestor municipal qualquer indício de promoção pessoal, o qual se restringiu a apontar as qualidades positivas da cidade de Vitória, bem como salientou que o poder público municipal vem buscando gerar uma capital com mais emprego, renda e economia”, registrou, na cientificação da decisão de arquivamento, publicada na quinta-feira (23).

CENA POLÍTICA

Presidente do STJ discursa na sede da OAB-ES
Presidente do STJ discursa na sede da OAB-ES Crédito: Divulgação/OAB-ES
Homenageado pela Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Espírito Santo (OAB-ES), nesta quinta-feira (23), o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, quis elogiar a todos os presentes por meio da citação de alguns, sempre dizendo que tal pessoa "honra os advogados", "honra as mulheres", "honra o Espírito Santo" ou "honra o Brasil". Em dado momento,  aumentou a escala: "honra o planeta".

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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